Um motorista de aplicativo de 43 anos foi vítima de agressões graves durante uma corrida de R$ 20 em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Mesmo sem oferecer resistência, ele foi abordado por criminosos que o arrastaram para fora do veículo, o espancaram com socos e chutes e tentaram asfixiá-lo usando um crucifixo.
O episódio ocorreu na rua Francisco Campos, em Alcântara, na última sexta-feira (17), logo após o passageiro desembarcar. A viagem, de aproximadamente 3,15 km, durou cerca de 11 minutos, conforme informações do aplicativo de transporte. Segundo relato da vítima, ela tentou se preservar ao levantar as mãos durante o ataque, mas foi alvo de agressões contínuas.
O motorista sofreu fraturas na clavícula, no polegar do pé direito e apresentou múltiplas escoriações pelo corpo. Sua esposa, de 37 anos, explicou que, após o crime, dois homens apareceram na janela do carro, gritando “perdeu”. Apesar de tentar entregar seus pertences, ele foi puxado para fora do veículo e violentamente agredido no chão. A situação só se encerrou após um disparo de arma de fogo ao ar, que levou os agressores a fugirem. O motorista conseguiu se levantar e foi levado ao hospital pelos familiares, onde recebeu atendimento e permanecia internado.
Ele relatou que as agressões físicas e emocionais o impactaram profundamente. Durante exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, constatou-se uma fratura na clavícula, uma lesão que, segundo a médica, exige força considerável para ocorrer. A vítima também relatou sentir-se inchada e traumatizada pela violência sofrida. Morador do Porto Novo, ele mencionou que o incidente agravou sua situação financeira, pois possui um carro alugado utilizado principalmente para o trabalho. Com a parada do veículo, ele perdeu uma fonte importante de renda, impossibilitando pagamento de contas, alimentação e medicação.
Apesar do ataque, a vítima afirma que nenhum bem foi roubado e desconhece o motivo da agressão. A passageira que solicitou a corrida não prestou auxílio e deixou o local sem oferecer qualquer explicação.
A Polícia Civil registrou o caso como lesão corporal na 72ª Delegacia de São Gonçalo. As autoridades estão realizando diligências para identificar os autores do crime. Quanto à assistência ao motorista, a Uber Brasil ainda não divulgou informações sobre suporte ao trabalhador afetado.
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