abril 11, 2026
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11/04/2026

Motoristas de aplicativos denunciam restrições na Zona Oeste do Rio por grupos armados

Motoristas de aplicativos e entregadores têm relatado obstáculos ao circular em comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, com relatos de abordagens por indivíduos armados que impedem o acesso às áreas. Em especial, circunscrições como o Complexo de Senador Camará apresentariam restrições, sendo que profissionais informaram terem sido abordados antes mesmo de atingir destinos específicos, como na Rua Olga.

Um dos motoristas revelou ter sido parado por homens armados ao se aproximar da entrada de Camará. Ele contou que os abordaram com armas de fogo, questionando sobre sua função na área e ordenando que voltasse ao invés de seguir para o ponto previsto, alegando que somente mototáxis locais poderiam atuar na região. De acordo com seu relato, a orientação foi clara: a entrada de veículos de aplicativos está proibida, sob risco de perderem suas motos.

Grupos em redes sociais também têm divulgado orientações para evitar viagens às comunidades da região Oeste, considerando riscos de abordagens criminosas. A suspeita é de que grupos ilegais estejam controlando o acesso, permitindo apenas mototáxis vinculados a associações locais, enquanto proíbem a circulação de veículos de empresas de transporte por aplicativo. Essa situação tem causado insegurança entre os profissionais e prejuízos financeiros por recusar corridas atendendo às regiões afetadas.

Moradores e usuários de aplicativos também relatam dificuldades semelhantes em localidades como Ilha do Governador, Santa Cruz e Vila Aliança, onde motoristas evitam completar viagens até áreas específicas, como a Reta do João 23.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) acompanha os acontecimentos e aponta que as plataformas de transporte possuem recursos de segurança, incluindo botões de emergência que acionam a polícia rápidamente. A Polícia Militar afirmou que realiza policiamento contínuo na região, fundamentado na análise de dados e monitoramento das atividades criminosas, com foco na prevenção e na manutenção da circulação.

A corporação reforça a importância de denúncias por meio do Disque Denúncia e orienta que, em situações emergenciais, o contato deve ser feito pelos canais de emergência tradicionais ou pelo aplicativo de atendimento 190 RJ.


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