Vereadores aliados do prefeito Eduardo Paes demonstram insatisfação com as ações do secretário de Educação, Renan Ferreirinha, conhecido por seu passado acadêmico na Harvard. A relação tensa se intensifica à medida que o secretário prioriza convites para inaugurações de escolas municipais, empregando o critério de apoiar candidatos nas próximas eleições de 2026. Ferreirinha, que atualmente busca a vaga de deputado federal, estaria unindo esforços com seu projeto político às estratégias eleitorais do Palácio da Cidade.
No cenário político, novos movimentos emergem na disputa pelo poder estadual e federal do Rio de Janeiro. Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo, se prepara para disputar uma vaga no Congresso pelo Republicanos, atendendo a um apelo do ex-presidente Lula para ampliar a presença do partido na cidade. Paralelamente, Eduardo Paes, cujo palanque principal passa por momentos de riverança, estaria sendo visto como alguém que busca um posicionamento mais amplo, adotando uma postura de “universalidade” na campanha. Como alternativa à sua candidatura, especula-se que seu braço-direito, o ex-vereador Danielzinho de Belford Roxo, possa disputar uma vaga de deputado estadual em dobrada com Daniela do Waguinho.
Na Câmara Municipal, William Siri foi confirmado nesta semana como novo líder da bancada do PSOL, fortalecendo sua posição na disputa interna pelo comando da legenda na corrida ao governo estadual. O partido ainda debate a definição entre seu representante, Siri, ou Glauber Braga como seu nome oficial na disputa.
No MDB, a filiação do ex-ator Dado Dolabella feita pelo presidente estadual Washington Reis gerou controvérsia. A escolha pelo ator, que possui histórico de denúncias de agressões contra ex-namoradas, foi criticada por ocorrer durante o Mês da Mulher, agravando o debate político e social na cidade.
Na esfera administrativa, o prefeito Eduardo Paes mantém a cautela em relação às eleições de 2024. Após denúncias envolvendo ligações de um aliado próximo ao seu principal adversário, Anthony Garotinho, com o deputado preso Th Joias, Paes deslocou seu foco para interesses mais internos. Desde o último dia 19, a servidora Márcia Charbel de Carvalho assumiu como chefe de gabinete da secretaria de Economia Solidária, com o objetivo de reforçar sua gestão.
Na última semana, uma cerimônia realizada no Palácio da Cidade marcou uma transição simbólica de liderança na gestão municipal. Com a saída de Paes, o vice-candidato à Prefeitura, Cavaliere, assumiu o comando, apresentando um plano de propostas para o segundo semestre. Entre os projetos, estão mudanças nas leis urbanísticas, incluindo a possibilidade de derrubar o Viaduto 1º de Março para favorecer a revitalização da Praça XI e autorizar a construção de torres no antigo terreno do Moinho Fluminense, imóvel tombado, com vistas a criar um parque com 50 mil árvores na região.
Entretanto, a permanência do edifício histórico ainda não foi esclarecida, e o adiamento na desapropriação do moinho gerou interpretações divergentes. Paes revelou que a liberação para a construção das torres visa viabilizar a criação do parque, embora a manutenção do valor patrimonial do prédio continue incerta. Reclamações de vereadores também marcaram o evento, como a de Salvino Oliveira, que questionou a falta de abastecimento de água na região central, problema que, segundo o chefe do Executivo, dependerá de ações da Cedae, após a prefeitura ter entregado o reservatório.
Antes do encontro na Câmara, ocorreu uma reunião na Avenida Paulista entre o senador Flávio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. Segundo Malafaia, a reaproximação ocorreu como resultado de uma articulação discreta conduzida por Renato Araújo, aliado do senador fluminense, sinalizando um entendimento político que busca diminuir tensões recentes entre os setores.
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