Na quarta-feira, uma mulher foi detida na cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sob suspeita de ter submetido seu próprio filho de oito meses a situações extremas de violência. O bebê chegou ao hospital municipal em estado grave, apresentando sinais de violência sexual, além de agressões físicas graves, incluindo marcas de asfixia e ferimentos na cabeça e no abdômen.
As investigações apontam que a residência da suspeita apresentava condições precárias, sem telhado, e era usada como ambiente para o cuidado da criança. Relatos indicam que a mãe, em situação de dependência de crack, recebia diversas pessoas no local, expondo o bebê a riscos e negligência, inclusive com relatos de abandono em áreas de tráfico de drogas.
A criança vinha apresentando dores desde o dia 9 de maio. A polícia adotou uma estratégia cautelosa, optando pela representação por prisão temporária ao invés de um flagrante, para evitar questionamentos legais. A ordem judicial foi emitida na noite anterior e cumprida imediatamente pelos agentes, que também continuam investigando a participação de homens que frequentes a residência. A mulher foi encaminhada à delegacia, onde, segundo a polícia, demonstrava frieza e indiferença durante o atendimento.
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