Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, morreu após uma queda durante atividade de rapel na região de Maricá. Ela será sepultada nesta terça-feira (16), na Zona Norte do Rio, no Cemitério de Irajá, onde o velório está marcado para as 12h e o sepultamento às 16h. A vítima, moradora de Cordovil, participava de um grupo de praticantes na Gruta do Spar, localizada na Rua Herotides da Costa Bezerra, no distrito de Inoã, na Região Metropolitana do Rio.
O incidente ocorreu na tarde de domingo (14), por volta das 13h18, conforme registro na 82ª DP (Maricá). Segundo relato de testemunhas à polícia, Rosemary passava repelente nas pernas antes de iniciar a descida, ao se posicionar perto de uma descida íngreme próxima à gruta. Ao levantar uma das pernas para aplicar o repelente, seu pé escorregou na trilha de pedras, causando a perda de equilíbrio. Ela foi lançada em direção ao precipício, atingindo a área abaixo da encosta.
Um acompanhante que estava ao lado da vítima comentou que a situação aconteceu de forma rápida. O instrutor responsável tentou segurá-la, chegando a correr riscos de ser puxado também durante o resgate. Devido ao terreno inclinado, composto por pedras, não foi possível impedir a queda completa, e qualquer esforço adicional poderia colocar outros na rota de risco, conforme relataram testemunhas. O instrutor confirmou que Rosemary utilizava equipamentos de proteção durante a atividade, mas não detalhou se ela estava com a corda de segurança.
Após o acidente, o Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o resgate do corpo em uma área de difícil acesso. A oficialização da morte ocorreu ainda no local. O corpo foi retirado por volta das 18h e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São Gonçalo. A Polícia Civil realiza análises e perícias na área do acidente e investiga as causas do incidente, ou seja, as circunstâncias que levaram à queda.
A área onde o episódio ocorreu é conhecida por seduzir praticantes de esportes radicais e aventureiros, por abrigar a Gruta do Spar, uma antiga mina desativada há mais de 50 anos. O espaço inclui um lago natural, vegetação típica da Mata Atlântica e rochas de aproximadamente 40 metros de altura, frequentemente utilizadas para atividades de rapel e outras práticas de aventura. A Prefeitura de Maricá afirmou que a propriedade é privada, situada dentro do Refúgio de Vida Silvestre Municipal, e que, por isso, não cabe ao município intervir na fiscalização ou interdições na área.
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