Uma mulher brasileira, de 31 anos, que retornou recentemente de uma viagem à República Democrática do Congo, está sob monitoramento das autoridades de saúde em São Paulo após apresentar sintomas compatíveis com a infecção pelo vírus ebola. O incidente está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac.
A paciente desembarcou no Brasil no dia 6 de janeiro, após uma viagem de trabalho à província de Kivu do Norte, na região leste do Congo, que enfrenta um surto de ebola considerado emergencial pela Organização Mundial da Saúde. Após desenvolver febre e diarreia na terça-feira, ela buscou atendimento médico na madrugada seguinte. Em seguida, foi levada ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, unidade especializada no atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença.
No momento, ela permanece em isolamento no hospital, com quadro clínico estável, e as equipes médicas adotaram todos os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de situação. Um teste rápido para malária apresentou resultado negativo. Ainda aguarda-se a análise de exames laboratoriais, cujas amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, órgão responsável pelas confirmações de diagnóstico.
Este é o segundo caso suspeito de ebola registado no estado neste ano. O anterior envolveu um homem de 37 anos, também com viagem ao Congo, cujo diagnóstico após exames indicou a ausência do vírus e a presença de uma bactéria causadora de meningite meningocócica. Ele continua hospitalizado no mesmo hospital e apresenta evolução clínica positiva.
As autoridades de saúde acompanham o caso com atenção, mantendo os protocolos de vigilância epidemiológica até a conclusão dos exames laboratoriais. Até o momento, não há registros de casos confirmados de ebola no Brasil.
O vírus ebola é uma doença grave transmitida por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais ou secreções de pessoas infectadas durante o período em que apresentam sintomas. A transmissão não ocorre por via aérea. A taxa de mortalidade, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, varia entre 55% e 60% nos surtos atuais. O vírus foi identificado inicialmente em 1976, na região próxima ao rio Ebola, na atual República Democrática do Congo, e já provocou diversos surtos na África.
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