maio 30, 2026
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30/05/2026

Mulheres de 45 a 64 anos lideram uso de cannabis medicinal no Brasil, aponta estudo

Mulheres entre 45 e 64 anos representam o grupo predominante de pacientes que utilizam cannabis medicinal importada no Brasil. Dados inéditos divulgados pela Blis Data indicam que esse perfil se destaca em um levantamento realizado em celebração ao Mês das Mães, que analisou o perfil de brasileiras com filhos que fazem uso de medicamentos derivados da planta, sob orientação médica.

De acordo com os resultados, as mulheres na faixa de 55 a 64 anos correspondem a 28,2% do total de usuárias, enquanto aquelas de 45 a 54 anos representam 27,2%. Essas duas categorias juntas respondem por mais da metade das consumidoras do tratamento no país. As pacientes entre 35 e 44 anos representam 18,7%, enquanto as acima de 65 anos somam 16,3%. Já as de 18 a 34 anos apresentam a menor participação, com 9,6%.

O estudo também revela que a maioria dessas mulheres mantém uma rotina de atividades profissionais. Aproximadamente 80% afirmaram estar no mercado de trabalho, e pouco mais de 75% praticam exercícios físicos regularmente.

A maior concentração de mulheres que utilizam cannabis medicinal está na região Sudeste, com 61,6% do total. A região Sul ocupa a segunda posição, com 19,7%. Juntas, essas áreas representam mais de 81% das pacientes analisadas. A pesquisa foi baseada em uma amostra de 7.092 pessoas de um banco de dados com 70 mil registros de usuários de medicamentos canábicos sob prescrição médica.

Quanto às condições tratadas, os distúrbios do sono lideram as queixas, associando-se a 28,9% dos casos. Problemas de dor crônica aparecem em seguida, com 16,3%. As questões de saúde mental também aparecem com relevância: transtorno de ansiedade responde por 14,9% das indicações e depressão por 9,2%. Além desses, há utilizações vinculadas à fibromialgia, transtorno de estresse pós-traumático e TDAH.

O levantamento aponta que cerca de 70% das usuárias combinam medicamentos à base de cannabis com tratamentos convencionais. Além disso, metade das participantes afirmou nunca ter tido contato anterior com a planta antes de iniciar o uso sob recomendação médica.


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