agosto 12, 2026
agosto 12, 2026
12/08/2026

Museu Histórico Nacional promove atividades sobre cultura e história da alimentação na China antiga

O Museu Histórico Nacional realiza duas atividades educativas nos dias 14 e 15 de agosto, vinculadas à exposição temporária “Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga”. Os eventos têm como objetivo aprofundar a compreensão sobre aspectos culturais chineses, abordando cerâmica, rituais, iconografia e práticas alimentares, com ênfase na relação entre tradições antigas e temas contemporâneos.

Na primeira data, às 11h, o artista e arte-educador Caru Brandi lidera a oficina “Introdução à cerâmica: Poéticas do Barro”. A atividade oferece uma experiência prática que liga as técnicas cerâmicas tradicionais da China antiga à exploração do barro como material expressive, envolvendo os participantes em uma reflexão sobre o uso do suporte cerâmico para memória, ritual, estética e pertencimento. O encontro é gratuito e não requer inscrição prévia. Brandi, natural de Porto Alegre, cursa mestrado em Poéticas Visuais e trabalha com diferentes linguagens artísticas focadas em corpo, memória, desejo, além de temas ligados à ecologia e ao gênero.

Já no sábado, dia 15, às 15h, ocorre uma visita mediada pelo programa Bonde da História com o tema “Cores e Símbolos: O significado dos motivos na arte chinesa”. A atividade, que dura aproximadamente uma hora e meia, visa aprofundar a relação entre símbolos visuais presentes em utensílios utilizados em rituais de comida e suas interpretações sociais e filosóficas, explorando conceitos de prosperidade, longevidade e equilíbrio espiritual. A iniciativa é gratuita e aberta ao público sem necessidade de inscrição antecipada.

Durante o percurso, os participantes poderão discutir como os símbolos e motivos representam valores culturais e espirituais, além de compreender a conexão entre estética, rituais e tradições na cultura chinesa antiga. Tanto a atividade de sexta quanto a de sábado integram o programa de ações que promovem o entendimento histórico e cultural por meio de visitas guiadas e dinâmicas educativas, ampliando o diálogo sobre a exposição.

A mostra “Sabores da Tradição” está em cartaz até 11 de outubro de 2026 e apresenta coleções de cerâmicas, bronzes, porcelanas, objetos em ouro, prata, jade, além de peças em laca e madeira, abrangendo cerca de dez mil anos de história. O percurso expositivo se divide em cinco núcleos temáticos, explorando temas como a domesticação de plantas e animais, técnicas culinárias, rituais de banquetes e oferendas, além da relação entre estética e funcionalidade dos utensílios. Destacam-se vasos de bronze de mais de três mil anos, porcelanas da dinastia Qing e objetos ligados à cultura do chá, revelando aspectos sociais, políticos e espirituais da história chinesa.

A exposição, parte da programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, é patrocinada pelo Banco do Brasil e tem curadoria do Museu Nacional da China, uma das maiores instituições do mundo dedicadas à história e arte chinesa, sediada em Pequim. Com um acervo de mais de 1,4 milhão de peças, o museu representa uma referência na preservação de patrimônios culturais.

O Museu Histórico Nacional, fundado em 1922 e responsável por uma coleção superior a 300 mil itens, permanece como importante espaço de referência cultural e histórico no país. Sua missão envolve a valorização da diversidade social, promovendo ações que reforçam a importância do patrimônio brasileiro e das manifestações culturais tradicionais. A entidade busca ampliar o diálogo com o público, promovendo exposições, acervos e programas educativos reconhecidos nacional e internacionalmente.

A atuação de longa data da Expomus, responsável pela curadoria de diversas exposições no Brasil e no exterior, reforça o caráter educativo de eventos como o promovido pelo Museu. Com um histórico de projetos que incluem importantes mostras e acervos de instituições renomadas, a empresa continua contribuindo para ampliar o acesso ao patrimônio cultural material e imaterial.

As atividades são abertas ao público e gratuitas, com agendamento recomendado para grupos acima de 10 pessoas. Os visitantes podem participar de oficinas, visitas guiadas e dinâmicas que promovem a aproximação com as tradições e história da cultura chinesa, além de explorar as coleções em exibição na sede do museu até 11 de outubro de 2026.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad