Delegações do Irã e dos Estados Unidos encerraram, após mais de 21 horas de negociações em Islamabad, sem chegar a um acordo de paz. O vice-presidente americano, JD Vance, comunicou à imprensa que o Irã decidiu não aceitar os termos apresentados pelos EUA, ressaltando que o objetivo principal era impedir que o país desenvolvesse uma arma nuclear ou ferramentas que possibilitassem tal avanço.
Durante o encontro, foram abordados temas como o controle do Estreito de Ormuz, questões relacionadas ao programa nuclear, sanções, indenizações de guerra e o fim do conflito na região. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que as negociações ainda enfrentam divergências, especialmente sobre o controle do estreito marítimo e assuntos regionais, o que dificultou uma resolução rápida.
O Irã reivindica o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos e nega intenção de produzir armas atômicas, enquanto acusa os EUA de usar essa questão como pretexto para tentativas de mudança de regime no país. O chefe do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, afirmou que o país apresentou boas propostas, mas a falta de confiança e experiências passadas limitaram avanços. Ele reforçou a determinação de continuar os esforços para consolidar vitórias conquistadas nos últimos 40 dias de defesa nacional.
Após o insucesso das negociações, o governo americano anunciou o aumento das ações militares no Estreito de Ormuz, principal rota marítima do comércio global de petróleo, fechada pelo Irã em resposta a ataques anteriores. Donald Trump determinou que a Marinha dos EUA irá impedir a passagem de embarcações que tenham pago pedágio ao Irã em águas internacionais e que amparem a destruição de minas colocadas no estreito. As tensões nesta região permanecem altas, e as negociações continuam em um cenário de impasse.
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