O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou durante uma cerimônia na inauguração da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, na quarta-feira (14), que poderia retornar ao Brasil em ocasião da posse de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele contradisse a classificação de país de menor porte, referindo-se ao Brasil como “pequeno país” ao relembrar sua participação na posse do ex-mandatário brasileiro em 2019.
A declaração foi adicionalmente acompanhada de sinais de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Em outubro, logo após o primeiro turno das eleições brasileiras, Netanyahu parabenizou o senador pela vitória e destacou o desejo de fortalecer os laços entre os dois países. A relação entre Netanyahu e a família Bolsonaro se intensificou durante o governo de Jair Bolsonaro, tendo ambos participado de eventos oficiais no Brasil e em Jerusalém. No início de 2023, Flávio e Eduardo Bolsonaro tiveram encontros com o premiê israelense em ações que envolveram discussões sobre futuras alianças internacionais. Em julho do mesmo ano, Netanyahu enviou uma mensagem de apoio a Flávio Bolsonaro, durante uma convenção do Partido Liberal (PL), e o classificou como “meu amigo”, expressando confiança na capacidade do senador de impulsionar avanços no Brasil.
Após a votação do primeiro turno, Netanyahu desejou uma vitória de Flávio no segundo, marcado para 25 de outubro, e reafirmou seu interesse na retomada da amizade entre os países. A aproximação bilateral, contudo, sofreu alterações com a mudança de administração no Brasil. As relações entre Israel e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva foram afetadas após críticas brasileiras às ações israelenses em Gaza, incluindo uma comparação feita por Lula em fevereiro de 2024, que o levou a ser declarado persona non grata pelo governo israelense.
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