Niterói destaca-se entre os municípios brasileiros no ranking do saneamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta quarta-feira (18), ocupando a 7ª posição geral entre os 100 maiores do país. O resultado mantém a cidade entre as dez melhores posições do ranking e reforça seu papel de referência na área no cenário nacional.
Desde a concessão dos serviços públicos de água e esgoto, iniciada em 1999, Niterói apresentou melhorias significativas. Originalmente, a cobertura de abastecimento era de 72%. Atualmente, cerca de 516 mil moradores recebem água tratada, enquanto a coleta de esgoto atinge 95,6% da população. Nos últimos anos, a cidade investiu mais de R$ 1,8 bilhão em obras e aquisições, incluindo a operação de nove estações de tratamento de esgoto que atendem à demanda total do município. Além disso, há um centro de controle operacional que monitora as operações continuamente.
A concessionária responsável planeja recursos adicionais de aproximadamente R$ 315 milhões até 2028, com o intuito de ampliar a cobertura do saneamento. Investimentos em andamento envolvem a expansão de redes, novas ligações e melhorias na infraestrutura, visando alcançar a universalização do serviço de esgotamento.
Outro indicador positivo é a taxa de perdas na distribuição de água, que está em 19,9%, valor consideravelmente inferior à média nacional. Essa redução é atribuída às ações de eficiência operacional adotadas nos últimos anos.
Além de Niterói, o cenário do saneamento no estado do Rio de Janeiro é demonstrado por outras cidades atendidas pela Grupo Águas do Brasil, como Petrópolis, que figuca na 24ª posição, subindo seis posições em relação ao ano anterior. Petrópolis possui uma cobertura de 96,03% na distribuição de água e melhorias nos serviços de esgoto. Campos dos Goytacazes aparece na 29ª colocação, com índices de abastecimento de 99,13% e de coleta de esgoto de 93,66%, permanecendo entre as posições de destaque no país.
Apesar dos avanços, o estudo revela que o Brasil ainda enfrenta dificuldades para universalizar o saneamento, especialmente na coleta e tratamento de resíduos, além de apresentar desigualdades regionais e investimento considerado insuficiente.
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