maio 25, 2026
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25/05/2026

Nova espécie de marsupial é descoberta na Mata Atlântica do Rio de Janeiro

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma nova espécie de mamífero na Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro. A espécie, denominada monodelphis semilineata, é um pequeno marsupial inédito na ciência, e sua identificação foi publicada na revista internacional Journal of Mammalogy.

A pesquisa, conduzida por mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação, revelou que o animal possui algumas dezenas de gramas, olhos pequenos e focinho pontudo, alimentando-se principalmente de insetos. A espécie foi encontrada em fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, na Baixada Litorânea e no Litoral Norte fluminense.

A denominação “semilineata” refere-se à característica de uma listra preta central nas costas do marsupial, que é mais curta e desaparece antes do focinho. Essa particularidade, além de diferenças na dentição e no formato do crânio, foi fundamental para distinguir a nova espécie de parente próxima, a Monodelphis iheringi, que também pode estar presente na região.

Estudos genéticos indicam que a espécie surgiu há aproximadamente 1,78 milhão de anos, durante o Pleistoceno. A descoberta fornece insights sobre a evolução das espécies que habitaram as planícies costeiras do estado há milhares de anos.

De acordo com o pesquisador responsável, a origem do novo marsupial está relacionada à similaridade de tempos com outros mamíferos ameaçados, como o mico-leão-dourado e a preguiça-de-coleira do Sudeste, reforçando a ideia de que essas regiões tiveram um papel importante na evolução destes animais.

Por sua rareza e vulnerabilidade, a nova espécie ainda não foi registrada em áreas de conservação protegida, como parques ou reservas. Os ambientes onde ela vive estão próximos a grandes obras industriais e rodovias de intenso tráfego, o que amplia o risco de extinção.

A descoberta evidencia que, mesmo em regiões bem estudadas e densamente povoadas, há lacunas na compreensão da biodiversidade. Para os especialistas, esse achado reforça a necessidade de preservar os fragmentos remanescentes do ecossistema, antes que espécies raras desapareçam sem terem sido oficialmente reconhecidas.


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