junho 1, 2026
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01/06/2026

Nova gestão dos trens do Rio enfrenta desafios operacionais e de segurança

A operação dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro passou para a nova concessionária, TrensRJ, neste sábado (31/05). A mudança ocorre após o término da concessão de 27 anos e meio sob a gestão da SuperVia. A nova operadora enfrenta desafios relacionados à segurança, à sinalização e à manutenção das composições, conforme diagnóstico realizado antes da transição.

Apesar do avanço na gestão, alguns problemas persistem. A sinalização automatizada ainda não opera integralmente em todos os cinco ramais e cinco extensões da rede. Além disso, há dependência de comunicação por rádio entre os maquinistas e o Centro de Controle para a liberação do tráfego em certos trechos. A empresa garante que, mesmo assim, a operação permanece segura.

Atualmente, aproximadamente 300 mil passageiros utilizam diariamente os trens na Região Metropolitana do Rio. A tarifa permanece fixa em R$ 7,60 para o valor integral e R$ 5 para beneficiários da tarifa social. A nova gestão inclui a implementação de medidas de segurança, como o monitoramento por drones em 97 pontos considerados críticos por registros de furtos e vandalismo.

Nos primeiros dias de operação, os drones detectaram quatro pessoas em atitudes suspeitas em estações próximas ao Maracanã, São Cristóvão e Praça da Bandeira. Embora a Polícia Militar tenha sido acionada, os indivíduos fugiram. O diagnóstico aponta que 14 estações da malha estão sob influência direta de grupos criminosos, enquanto nos 40 dias que antecederam a troca de gestão ocorreram 79 ocorrências relacionadas à segurança pública, resultando em atrasos ou suspensão de 190 viagens.

Além da questão criminal, a presença de ferros-velhos próximos à ferrovia é alarmante: 178 estabelecimentos num raio de dois quilômetros, alguns suspeitos de receber materiais obtidos ilegalmente. Essas informações foram encaminhadas às autoridades policiais. Em 2022, um trem descarrilado na estação Madureira, no ramal Belford Roxo, ocorreu após furtos de grampos que fixam os trilhos.

A nova operadora também apontou falhas na manutenção das composições, que anteriormente eram lavadas a cada 42 dias. A partir de agora, a empresa adotou novos produtos de limpeza e planeja diminuir esse intervalo de lavagem. No primeiro fim de semana sob sua gestão, oito trens passaram pelo procedimento de limpeza.

Na segunda-feira, primeiro dia útil sob administração da TrensRJ, espera-se a circulação de 142 trens em mais de 700 viagens. A frota disponível, atualmente, é menor do que no passado, pois parte dos veículos está fora de operação ou necessita manutenção. O contrato com o estado prevê a operação de 270 quilômetros de trilhos e 104 estações por cinco anos, podendo ser renovado por mais cinco. Os investimentos previstos somam R$ 652 milhões, destinados à manutenção, substituição de trilhos e dormentes ao longo do período.


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