outubro 20, 2026
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20/10/2026

Oito anos após incêndio, Museu Nacional do Rio registra aumento de visitantes e exibe obras com cinzas

Na data de hoje, completa-se oito anos desde o incêndio que destruiu grande parte do Museu Nacional no Rio de Janeiro. O episódio, ocorrido em 2018, foi provocado por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado e resultou na perda irreparável de importantes acervos históricos, científicos e arquitetônicos da instituição.

Embora a calamidade tenha exposto fragilidades na estrutura de combate a incêndios, esforços contínuos de equipe do museu, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, possibilitaram o resgate de parte do patrimônio e a retomada de suas atividades. Desde então, o local passou por processos de recuperação que permitiram, inclusive, seu crescimento na área de visitação pública.

Atualmente, o museu registra um aumento expressivo em suas exposições, com mais de 110 mil visitantes. Entre as atrações, destaca-se uma mostra assinada pelo artista Vik Muniz, que apresenta reproduções detalhadas de peças emblemáticas como o crânio de Luzia, múmias, o esqueleto de um dinossauro da espécie Maxakalisaurus topai, além de obras que reinterpretam a própria arquitetura do espaço.

A exposição, intitulada “Rescaldo de Memórias”, está instalada na Sala das Vigas, local onde o incêndio teve início. A entrada é gratuita, e os visitantes devem retirar ingressos antecipadamente por meio de uma plataforma digital. Caso os ingressos se esgotem, a organização disponibiliza uma lista de espera presencial na portaria, sujeita à capacidade do espaço.

A mostra permanece aberta ao público até o dia 25 de outubro, funcionando de terça a domingo, das 10h às 16h. Após essa data, a exposição será encerrada, e o Museu Nacional seguirá suas ações de preservação e reestruturação.


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