Na cidade de Niterói, passageiros que utilizam diariamente o trajeto até a Candelária, no Rio de Janeiro, passaram a observar uma inovação nesta segunda-feira (30), com a circulação de um ônibus elétrico na linha 100D. A nova unidade, que já opera entre os veículos tradicionais, marca o início de uma fase de testes voltada à modernização do transporte público intermunicipal.
Embora atualmente em fase experimental com apenas um veículo, a iniciativa faz parte de um programa estadual de renovação da frota, que busca diminuir o impacto ambiental e adotar tecnologias mais sustentáveis. O objetivo é avaliar, na prática, o comportamento do ônibus elétrico na rotina de passageiros e suas condições de operação no cotidiano do serviço.
O veículo, que funciona exclusivamente à energia elétrica, possui autonomia de aproximadamente 350 quilômetros e não emite poluentes. Em relação aos coletivos convencionais, apresenta menor nível de ruído e uma condução mais estável. Além disso, oferece recursos como ar-condicionado, entradas USB para recarga de dispositivos, câmeras de monitoramento, piso acessível e rampa para pessoas com deficiência.
Durante o período de testes, as operações estão sendo cuidadosamente monitoradas, incluindo análise de consumo de energia, autonomia, desempenho em diferentes condições, taxas de falha, necessidades de manutenção e tempo de recarga. A experiência dos usuários também está sendo considerada na avaliação do projeto.
Segundo o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), a iniciativa integra um movimento maior de modernização do sistema de transporte. Em comunicado, o órgão destacou que a implantação do ônibus elétrico representa um avanço na adoção de soluções mais sustentáveis.
Por ora, a tarifa cobrada dos passageiros não sofrerá alterações, uma vez que o projeto está focado em avaliar a viabilidade operacional e econômica do novo modelo sem repasse imediato de custos ao usuário. Os dados obtidos durante os testes serão utilizados para comparar o desempenho do ônibus elétrico com os veículos convencionais atualmente em circulação na mesma linha.
Há possibilidades de expansão da estratégia para outras rotas futuramente. Estudam-se opções que incluam também veículos movidos a gás natural veicular (GNV), embora ainda sem definição de linhas específicas ou prazos para implementação. O avanço dessas iniciativas dependerá dos resultados obtidos nesta fase de testes, que deverão contribuir para futuras decisões, inclusive na próxima licitação do transporte intermunicipal, prevista para incluir veículos elétricos e de GNV. A proposta visa diminuir a emissão de poluentes, melhorar a qualidade do ar e reduzir o nível de ruído nas áreas urbanas.
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