junho 13, 2026
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13/06/2026

Operação da PF apura favorecimento à Refit e suspeitas de irregularidades no Governo do Rio

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, utilizou suas redes sociais para se manifestar após a deflagração da Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos, controlada pelo empresário Ricardo Magro. Na gravação, Castro afirmou estar à disposição das autoridades e negou ter agido em benefício da empresa.

A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, tem como foco apurar possíveis crimes relacionados a prática de irregularidades no setor de combustíveis, além de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Como parte das medidas preventivas, foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, bem como a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Cláudio Castro destacou que o governo do Rio de Janeiro foi o único a cobrar impostos devidos pela Refit, afirmando que conseguiu um acordo que resultou na devolução de mais de um bilhão de reais aos cofres públicos. Questionado sobre possíveis benefícios a devedores, o ex-governador ressaltou que essa seria uma dúvida infundada, considerando a efetiva arrecadação de dívidas por parte do estado.

Sobre a Lei Complementar 225/2025, apelidada de Lei Ricardo Magro, o ex-governador contestou as acusações de que teria sancionado a legislação com o objetivo de atender a interesses do grupo controlado pela Refit. Segundo Castro, a norma foi criada com base em critérios técnicos e legais, e a empresa já tinha um acordo financeiro com o estado antes da sua promulgação. Ele ressaltou que a renegociação de dívidas foi resultado de uma decisão judicial, fundamentada em uma lei estadual aprovada em 2022, de autoria parlamentar.

A investigação da Polícia Federal aponta que a gestão de Castro teria direcionado órgãos do Governo do Rio de Janeiro para beneficiar Ricardo Magro, envolvendo áreas como fazenda, meio ambiente, procuradoria e segurança pública. O relatório enviado ao STF indica que essa ação estaria entre as formas mais relevantes de exploração ilícita do Estado pelo crime organizado nos últimos anos. Os investigadores também relataram que o empresário teria presença frequente em reuniões sobre combate ao crime organizado, além de manter contatos com Castro e participar de eventos patrocinados pela Refit.

Em resposta às acusações, Cláudio Castro reiterou sua postura de não ter cometido irregularidades e afirmou que todas as ações de sua gestão seguiram a legislação vigente, incluindo as políticas de incentivos fiscais estaduais. Sua defesa refere-se às medidas tomadas como legítimas e fundamentadas na legalidade.


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