junho 3, 2026
junho 3, 2026
03/06/2026

Operação da Polícia Civil conclui investigação de fraude em obras de arte e imóvel no Rio

Nesta quarta-feira, a Polícia Civil realizou uma operação que resultou na prisão de uma mulher acusada de aplicar golpes relacionados à venda de obras de arte e intermediando a negociação de um imóvel de luxo no Rio de Janeiro. Durante a ação, um advogado foi preso em flagrante por receptação, e uma obra de arte avaliada em cerca de R$ 2 milhões foi recuperada.

A operação, denominada “Tela Falsa”, foi conduzida por agentes da Delegacia de Defraudações, que cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços nas regiões de Ipanema, Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Niterói. Segundo as investigações, a suspeita criou uma imagem de credibilidade ao se passar por advogada e herdeira de um patrimônio significativo, o que a ajudou a conquistar a confiança de uma vítima proprietária de um antiquário. Ela teria utilizado essa narrativa para facilitar operações fraudulentas envolvendo obras de arte e um imóvel localizado em Copacabana.

Conforme apurado, a mulher teria solicitado pagamentos antecipados e aportes financeiros sob justificativa de negociações lucrativas. Investigações indicaram o uso de documentos falsificados, além de comprovantes bancários sem saldo válido e cheques devolvidos por fraude. Os prejuízos iniciais ultrapassam R$ 2 milhões, e há indícios de danos financeiros ainda maiores. Além disso, há suspeita de desaparecimento ou venda irregular de obras de arte pertencentes à vítima.

O esquema, segundo as apurações, envolvia a entrega de obras de alto valor para serem negociadas como se fossem propriedade da suspeita. Entre as peças, estão trabalhos atribuídos a artistas reconhecidos no mercado nacional, com valor total estimado em mais de R$ 10 milhões. Algumas obras continuam desaparecidas, enquanto uma delas foi localizada na residência de um advogado, que foi preso em flagrante por receptação. Outras três peças seguem sendo procuradas.

A investigação também apura uma fraude relacionada à venda de um imóvel em Copacabana. A mulher teria recebido o sinal da transação sem possuir autorização legal para concluir a venda. Ela já tinha sido denunciada anteriormente pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Os envolvidos podem responder por crimes como estelionato, apropriação indébita e receptação, conforme a lei.


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