maio 15, 2026
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15/05/2026

Operação Federal investiga Cláudio Castro e outros ex-governadores do Rio por crimes financeiros

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal realizou uma operação que envolveu buscas e apreensões contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A ação, denominada Operação Sem Refino, também atingiu o empresário Ricardo Magro, proprietário do grupo Refit, responsável por controlar uma antiga refinaria. A investigação aponta suspeitas de práticas como ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e transferência irregular de recursos ao exterior no setor de combustíveis.

A iniciativa judicial foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e envolveu o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão, além de sete ordens de afastamento de funções públicas em diferentes regiões do país. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Este episódio reitera a recorrência de episódios envolvendo ex-governantes do Rio de Janeiro em processos judiciais. Desde a gestão de Moreira Franco, todos os chefes do Executivo estadual eleitos enfrentaram investigações, prisões ou cassações, contribuindo para um padrão que reflete a singularidade da política fluminense no cenário nacional.

Ao longo dos anos, governadores como Wilson Witzel, Luiz Fernando Pezão, Sérgio Cabral, Rosinha Garotinho, Anthony Garotinho e Moreira Franco tiveram seus mandatos marcados por episódios de intervenção judicial, incluindo prisões e processos de impeachment, todos relacionados a denúncias de corrupção e gestão financeira ilícita. Alguns destes nomes tiveram decretação de cassação ou condenações em processos vinculados à Operação Lava Jato ou investigações próprias.

No caso atual, Castro renunciou ao cargo no final de março, pouco antes do julgamento que o tornaria inelegível, deixando a administração estadual sob a responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do Rio. O advogado do ex-governador afirmou que ainda não há detalhes sobre o motivo das buscas realizadas na residência de Castro durante a operação.

Por ora, a investigação permanece em andamento, com os desdobramentos do caso ainda por serem esclarecidos e as ações judiciais em fase de análise. O cenário político do estado deve continuar recebendo atenção conforme novas informações forem divulgadas.


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