Nesta sexta-feira, policiais civis da 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio realizaram uma operação contra um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação resultou na execução de mandados de busca e apreensão em residências de Cabo Frio, Itaperuna e na região portuária de Santos e São Vicente, no estado de São Paulo. Durante as diligências, foram recolhidos uma arma, documentos e dispositivos eletrônicos.
A investigação aponta que o suspeito central do esquema está envolvido no transporte ilegal de cocaína oriunda da Bolívia, utilizando aeronaves privadas para o trânsito de entorpecentes. Além disso, teria uma atuação na lavagem de dinheiro mediante uma empresa de fachada registrada em nome de sua ex-companheira. O início das apurações se deu em 2025, após a cancelamento do certificado de um criminoso, que utilizava registros de atirador desportivo para obter armas legalizadas. Com a desqualificação do registro, não houve regularização das armas, o que levou à investigação inicial por posse irregular de armas de uso restrito.
A partir do trabalho de inteligência, as autoridades identificaramm movimentações financeiras suspeitas, incompatíveis com a renda declarada pelo investigado, além da ausência de vínculos empregatícios ou atividades empresariais formais. Foi constatado ainda o uso de dois CPFs diferentes pelo suspeito, um válido e outro cancelado, além da ligação dele com uma empresa de fachada relacionada à sua ex-companheira, que teria a finalidade de lavar recursos ilícitos.
As investigações também revelaram transferências bancárias feitas por traficantes de outros estados. Em 2022, um líder do tráfico na Bahia enviou R$ 26.550 para o investigado, enquanto em 2023, outro narcotraficante enviou R$ 30 mil, valores atribuídos à comercialização de drogas. Essas informações reforçam a suspeita de atuação no tráfico internacional de cocaína, com uso de empresas de fachada e intermediários para movimentar fundos ilícitos. Residente em uma área nobre de Cabo Frio, o suspeito mantém vínculos com a rede de distribuição de drogas e, durante as apurações, indícios de envolvimento com a facção criminosa PCC também foram detectados.
Como resultado das ações, foram bloqueados bens e valores dos investigados e de empresas do grupo, totalizando até R$ 500 mil por pessoa, além do sequestro de imóveis e veículos. Também determinou-se a entrega de passaportes em 48 horas, além de outras medidas cautelares, como a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial e o comparecimento periódico em juízo para justificativas de atividades. A operação visa aprofundar as investigações financeiras, coletar novas provas e desarticular toda a estrutura de movimentação do esquema criminoso, garantindo a responsabilização de todos os envolvidos.
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