março 18, 2026
março 18, 2026
18/03/2026

Operação policial no Rio Central mata chefe do tráfico do Morro dos Prazeres e causa caos na cidade

No dia 18 de março, as comunidades do centro do Rio de Janeiro vivenciaram uma série de ações violentas desencadeadas após a morte de Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, considerado um dos principais líderes históricos do tráfico na região. Sua morte resultou em incêndios a veículos e bloqueios de vias na região central, afetando o trânsito e o transporte público.

A Polícia Militar realizou uma operação envolvendo mais de 150 agentes nas áreas dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos. A ação contou com o apoio de diversas viaturas e veículos blindados e começou logo cedo, por volta das 5h. Algumas vias, como Itapiru, no Catumbi, e ruas de Rio Comprido, tiveram o trânsito interditado. Caminhões do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão também reforçaram o bloqueio de acessos às comunidades.

Durante a operação, foram utilizados cinco ônibus como obstáculos na via, inclusive um coletivo incendiado. As ações geraram pânico entre usuários e motoristas, pois alguns veículos foram sequestrados e usados como barricadas. Um dos relatos provenientes do setor de transporte relata uma situação de tensão durante o episódio, com o fogo consumindo um ônibus que tinha suas chaves retiradas por criminosos.

A operação resultou na morte de um morador, identificado como Leandro Silva Souza, após uma troca de tiros dentro de uma quitinete. Segundo a Polícia Militar, seis criminosos invadiram o local e mantiveram a vítima e sua esposa como reféns antes de atirar. Durante o confronto, o casal ficou sob ameaça e Leandro foi atingido na cabeça. Policiais do Bope conseguiram tirar a esposa do local em segurança, e apreenderam armas, incluindo fuzis, pistolas e revolveres.

O confronto também causou interrupções escolares e de atendimento em unidades de saúde próximas às áreas de conflito. Diversas escolas suspenderam atividades e uma unidade de atenção primária teve o funcionamento suspenso. No hospital municipal Souza Aguiar, 10 vítimas tiveram que ser levadas, sendo que oito tiveram morte confirmada, e uma mulher permanece internada em estado estável.

Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, tinha 55 anos e um longo histórico criminal, incluindo passagens por homicídio, sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas. Estava foragido e era considerado um líder influente na região central do Rio. Além disso, foi apontado como responsável pelo comércio de drogas em pontos específicos e por incidentes como o assassinato do turista italiano Roberto Bardella, ocorrido em 2016, quando ele e seu primo entraram por engano na comunidade e foram baleados.

A operação segue em andamento, e o impacto dos confrontos e bloqueios na mobilidade e nos serviços públicos permanece sob atenção. Próximos desdobramentos ainda serão divulgados pelas autoridades locais.


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