outubro 9, 2026
outubro 9, 2026
09/10/2026

Operador financeiro do Comando Vermelho é preso no Galeão com R$ 50 milhões, aponta polícia

Um homem relacionado às atividades financeiras do Comando Vermelho foi detido na manhã desta sexta-feira no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após sua desembarque, e ele é investigado por movimentar aproximadamente R$ 50 milhões para a facção criminosa em um período de um ano. A ação foi conduzida por policiais da Delegacia de Repressão às Drogas e ocorreu em flagrante pelo crime de organização criminosa.

De acordo com as apurações, o suspeito, conhecido como Ximba, teria vínculos com o líder do grupo, identificado como Doca. Na investigação, também foi revelada a conexão dele com Nikolas Fernandes Soares, o Hurley, preso na operação Contenção, que aconteceu em outubro de 2025. Hurley é apontado como operador financeiro subordinado tanto a Doca quanto a outro personagem chamado Berg, suposto contador do Complexo da Penha, localizado na Zona Norte do Rio.

As apurações indicam que Ximba teria colaborado com Hurley e Berg na ocultação de recursos provenientes do tráfico, por meio de transferências bancárias, saques em dinheiro e movimentações em contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”, além do uso de empresas de fachada em diferentes estados brasileiros. Dados telemáticos relacionados a Hurley sugerem uma rotina de operações financeiras, incluindo transferências, movimentações em grandes quantidades de dinheiro em espécie e utilização de contas para dispersar os valores.

Durante a investigação, a polícia identificou transações que somavam R$ 700 mil em dinheiro vivo e constataram transferências que totalizaram cerca de R$ 268 mil entre empresas. Um diálogo revelado pelas apurações também apontou uma operação financeira movimentando R$ 2 milhões por parte de Ximba.

As informações indicam que o esquema criminoso envolve o recebimento e o repasse de dinheiro de origem ilícita, sobretudo por meio de PIX, transferências bancárias e operações em espécie, utilizando contas de terceiros e empresas de fachada para dificultar o rastreamento dos recursos.

Além das atividades relacionadas ao crime organizado, Ximba é investigado por liderar uma estrutura dedicada a fraudes financeiras. As investigações apontam que pessoas ligadas a ele, incluindo sua companheira, podem estar envolvidas na movimentação de recursos ilícitos. Também foi constatado o recebimento de valores de empresas com características de fachada, sediadas em Rondônia. O caso permanece em investigação, com desdobramentos previstos para os próximos dias.


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