maio 25, 2026
maio 25, 2026
25/05/2026

Orquestra Maré do Amanhã participa de show no Vivo Rio com artistas portugueses e brasileiros

A Orquestra Maré do Amanhã será destaque em apresentação no Vivo Rio no dia 31 de maio, integrando um evento que também contará com as performances de Jovem Dionísio, Terno Rei e a banda portuguesa Capitão Fausto. O show ocorre como parte da Mostra de Portugal Contemporâneo no Brasil, promovida pelo Arte Institute com patrocínio da Galp, que também é mantenedora da orquestra. Os portões serão abertos às 17h, com o início do espetáculo agendado para 18h, e os ingressos estão disponíveis pela Ticketline.

Fundada no Complexo da Maré, a orquestra preparou um repertório especial para o evento, mesclando referências de funk, rock, pop e música portuguesa com uma abordagem sinfônica. A proposta busca estabelecer uma conexão entre diferentes origens e gerações, evidenciando o potencial transformador da música. A iniciativa também valoriza a troca cultural entre Brasil e Portugal, reforçando o impacto social do projeto na formação artística em territórios populares do Rio de Janeiro.

Para o concertos, o maestro Filipe Kochem selecionou um programa que inclui a interpretação de “Uma Casa Portuguesa” e um medley com canções do pop português, incluindo artistas como Dino d’Santiago e Nelly Furtado, esta última de origem portuguesa, apesar de canadense. Além do repertório habitual, a homenagem à música portuguesa reforça o intercâmbio cultural promovido pelo evento.

A Orquestra Maré do Amanhã, que completará 15 anos em 2025, já beneficiou mais de 17 mil jovens e crianças ao longo de sua trajetória, promovendo ensino musical e atividades voltadas ao desenvolvimento social. Em 2023, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Entre suas realizações estão apresentações no Vaticano, turnês internacionais, participações em eventos como o Réveillon de Copacabana com artistas renomados, desfiles de escola de samba e shows no festival Rock in Rio.

A iniciativa nasceu após a perda do maestro português Armando Prazeres, pai do fundador da orquestra, que faleceu em 1999. Em homenagem, Carlos Eduardo Prazeres decidiu usar a música como instrumento de transformação social e consolidou o projeto no Rio de Janeiro, com foco no desenvolvimento de talentos em territórios carentes.

Desde sua fundação, a orquestra tem atuado ativamente, oferecendo formação musical para jovens, com destaque para o público predominantemente negro e pardo entre 4 e 7 anos. As atividades incluem aulas de diversos instrumentos, canto, teoria musical e prática de orquestra, além de concertos, atendimentos psicossociais e intercâmbios internacionais.

Atualmente, o projeto possui uma sede moderna, com 356 metros quadrados, equipado com recursos sustentáveis como energia solar e sistema de captação de água da chuva. Sua estrutura inclui uma vasta quantidade de instrumentos musicais, além de uma equipe de 44 empregos diretos. A orquestra opera em 30 escolas públicas na Maré e mantém núcleos artísticos diversos, abrangendo diferentes níveis de formação e grupos musicais voltados a children e jovens.

Recentemente, a iniciativa expandiu suas ações para o Pará, onde mantém núcleos em Porto Trombetas, oferecendo ensino de música a comunidades ribeirinhas e quilombolas. A continuidade do projeto sinaliza avanços na democratização do acesso à música e na inclusão social através da arte.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad