agosto 11, 2026
agosto 11, 2026
11/08/2026

Paciente de 62 anos aguarda exame por mais de um mês em hospital do RJ

Mãe e filha vivem há décadas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Desde o final dos anos 1990, ambas enfrentam diversos desafios relacionados à saúde, sendo especialmente preocupante o quadro de internação da idosa, Ilzimere, de 62 anos, que permanece hospitalizada há mais de um mês no Hospital Estadual Azevedo Lima, na Zona Norte. A paciente está aguardando há mais de seis semanas a realização de um exame de imagem, previsto para ocorrer apenas em setembro.

Ilzimere possui um histórico de doenças crônicas, como hipertensão e insuficiência renal decorrente da diabetes, o que leva a realizar sessões de hemodiálise três vezes por semana. Ela foi levada à emergência do hospital após sentir dores intensas na coluna e dificuldades de locomoção. Desde a internação, além do tratamento para dores, ela também desenvolveu anemia e infecção urinária, condições adquiridas após o ingresso na unidade de saúde.

De acordo com informações obtidas com exclusividade, a equipe médica decidiu, nesta semana, dar alta à paciente para que ela aguarde a realização do exame de ressonância magnética em casa. A justificativa para a decisão foi a inexistência de tecnologia adequada no hospital para realizar o procedimento, que exigiria transferência para outra unidade especializada. Porém, a própria filha de Ilzimere questionou essa decisão, argumentando que a mãe não consegue sequer sentar sem sentir dores e negou a alta, planejamento que pretende contestar junto à Defensoria Pública do Estado devido à falta de comunicação e ao que considera irresponsabilidade dos profissionais.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro foi consultada e respondeu por meio da diretoria do hospital. A instituição confirmou a permanência de Ilzimere na internação por mais de um mês e meio. Ainda foi informado que a ressonância magnética foi agendada para o dia 9 de setembro, embora Michele alegue que essa informação não tenha sido repassada durante visitas recentes. A nota não especificou se a paciente aguardará o procedimento em casa ou na própria unidade hospitalar, Tampouco esclareceu sobre o suporte a ser oferecido caso a alta seja adotada, como auxílio com cadeiras de rodas ou assistência domiciliar. A direção do hospital também não respondeu às perguntas relacionadas às condições de saúde adquiridas pela paciente durante a internação.


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