abril 1, 2026
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01/04/2026

Paciente infectada por HIV após transplante no Rio morre após quase dois anos

Uma mulher de 64 anos, que havia sido infectada pelo HIV após receber um órgão transplantado no Rio de Janeiro, faleceu no dia 18 de março. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que destacou que a paciente fazia acompanhamento em uma unidade especializada havia um ano e cinco meses, com monitoramento contínuo por equipe multidisciplinar. A secretaria informou ainda que a mulher recebeu assistência integral e apoio psicológico à família após o falecimento.

De acordo com a secretaria, a vítima tinha sido indenizada pelo Governo do Rio de Janeiro em 2025, em um dos casos mais graves envolvendo o sistema estadual de transplantes. O episódio gerou grande repercussão devido aos danos causados aos pacientes e aos familiares, reforçando as discussões sobre falhas na fiscalização laboratorial.

O caso destaca uma contaminação por HIV em seis pessoas, todas elas pacientes que receberam órgãos do mesmo doador. Investigações apontam que duas dessas doações tiveram resultados falso-negativos em exames realizados em um laboratório privado, o PCS Lab Saleme, localizado na Baixada Fluminense. Esses exames indevidamente permitiram a liberação dos órgãos, que continham o vírus. Uma contraprova confirmou a presença do HIV no material do doador, levando ao rastreamento e à confirmação da infecção em todos os receptores. Como medida, o Ministério da Saúde ordenou a interdição cautelar do laboratório e determinou a reapreensão dos exames relacionados ao caso.

A investigação também resultou na denúncia de sócios e funcionários do laboratório por crimes relacionados às falhas nos testes. A Polícia Civil realizou operações de busca e apreensão nas instalações do estabelecimento e em locais vinculados aos suspeitos. Em 2025, o Ministério Público firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Estado do Rio de Janeiro, a Fundação Saúde e o laboratório, prevendo compensações financeiras às vítimas e acompanhamento médico, psicológico e social para os afetados.

O episódio abriu questionamentos sobre a segurança no sistema de transplantes e causou impacto emocional significativo, especialmente entre as famílias que aguardam a realização de transplantes com esperança de um procedimento seguro. Para o Ministério da Saúde, o ocorrido é considerado um caso isolado, sem registros semelhantes até o momento no país, e o Sistema Nacional de Transplantes continua operando, com mais de 9 mil procedimentos realizados em 2023. A pasta garante que ações corretivas estão sendo adotadas para evitar novas falhas dessa natureza.


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