junho 14, 2026
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14/06/2026

Paciente internado há 26 dias enfrenta demora na realização de exames por plano de saúde

Leonardo Fanelli Laurentino, técnico de inspeção com 45 anos, permanece hospitalizado há 26 dias, aguardando a realização de exames essenciais ao seu diagnóstico. Internado no Hospital Icaraí, em Niterói, ele denuncia dificuldades na obtenção de autorização para procedimentos médicos necessários, atribuídas à Unimed Curitiba, sua operadora de planos de saúde.

A condição de Saúde de Leonardo começou em 23 de abril, após ser diagnosticado com icterícia, um sintoma associado a diversas doenças, como hepatites, problemas hepáticos e outras afecções. Ele procurou uma unidade de pronto atendimento da Unimed em São Gonçalo e, após avaliação, foi encaminhado para investigação no Hospital de Clínica Alameda, onde iniciaram exames de rotina. Desde então, a espera por resultados tem se prolongado, com um atraso de mais de uma semana na liberação de laudos essenciais ao diagnóstico preciso.

Nos primeiros dias de internação, o paciente realizou exames de imagem, incluindo uma colangiorressonância magnética, e testes laboratoriais que só tiveram seus resultados disponibilizados após vários dias. A análise de imagem revelou a presença de microcálculos no canal biliar e indicou necessidade de uma colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), procedimento que visa tratar problemas nos canais pancreáticos e hepáticos. Entretanto, a espera pelo procedimento se estende, com Leonardo ainda aguardando a data.

Desde a transferência final para o Hospital Icaraí, ocorrida em 5 de maio, o paciente não conseguiu agendar a intervenção. Ele relata que o hospital não impôs uma recomendação urgente ao plano de saúde e que há uma aparente falta de preocupação na agilização do procedimento. Para ele, a ausência de uma resposta clara e o não envolvimento maior da equipe hospitalar tornaram sua situação mais angustiante, além de limitar suas opções, incluindo a possibilidade de realizar o exame de forma eletiva.

Leonardo também aponta que tentou negociar a realização do procedimento de modo programado, mas teria sido informado de que seria necessário assinar uma declaração de abandono, o que ele considera uma condição inaceitável. Sem suporte adequado, ele afirma que já fez reclamações em diferentes canais administrativos e até registrou um boletim de ocorrência na polícia.

A rotina do paciente foi marcada pelo afastamento de seus familiares, pois ele encontra-se isolado há mais de três semanas, distante dos seus filhos, incluindo um bebê de 1 ano e quatro meses, e da esposa, que trabalha em outro município. A preocupação com o bem-estar de suas dependências aumenta a sua angústia diante da demora na liberação do procedimento.

Segundo a equipe médica, o estado de saúde de Leonardo apresentou agravamento, reforçando a urgência do procedimento, que ainda não possui uma previsão para ser realizado. Tanto o hospital quanto a operadora de saúde não se manifestaram até o momento sobre o caso. A situação permanece pendente de futuras definições e de possíveis desdobramentos na busca pelo tratamento adequado.


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