A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reuniu milhares de pessoas neste domingo, marcando três décadas de história e movimento em prol dos direitos da comunidade. O evento contou com uma grande estrutura cenográfica na Avenida Paulista, leques coloridos no ar e uma multidão que ocupou as ruas em celebração e reivindicação.
Celebrando suas 30 edições, a manifestação deste ano teve como tema “A rua convoca, a urna confirma”, destacando a importância da participação política na defesa das garantias dos LGBTQIA+. A iniciativa começou em 1996 na Praça Roosevelt e, no ano seguinte, foi transferida para a Avenida Paulista, consolidando-se como uma das maiores do mundo do gênero.
De acordo com o diretor da APOLGBT-SP, Matheus Emílio Pereira da Silva, a marcha simboliza conquistas históricas, muitas das quais foram conquistadas na própria avenida. Ele citou debates realizados durante as passeatas sobre temas como união estável, criminalização da LGBTfobia, direitos à adoção, reconhecimento de identidade de gênero e doação de sangue, que influenciaram avanços legais.
Apesar dos avanços, os organizadores reforçam a necessidade de continuar lutando por melhorias. Assim, o tema deste ano buscou incentivar maior engajamento político e participação nas eleições para avançar as pautas de direitos civis.
Mesmo com uma redução de cerca de 60% nas doações de patrocinadores, a celebração manteve sua força. O desfile principal contou com 14 trios elétricos, que percorreram a Avenida Paulista e a Rua da Consolação até chegar à Praça da República, reunindo diversos artistas, incluindo Pabllo Vittar, Gloria Groove, Urias, Pepita, Melody, Thiago Pantaleão e MC Soffia. A presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania também destacou ações voltadas ao fortalecimento dos direitos e ao combate à violência contra a população LGBTQIA+.
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