maio 29, 2026
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29/05/2026

Pedreiro morto em confronto com a polícia é sepultado em São Gonçalo

Na tarde desta quinta-feira (28), o corpo do pedreiro Marcelo da Cruz Silva foi sepultado no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, após morte ocorrida durante uma operação policial na comunidade Jardim Catarina. O funeral atraiu aproximadamente 150 pessoas, incluindo familiares, amigos e moradores locais, que acompanharam o cortejo com emoções e homenagens.

Durante a cerimônia, a esposa de Marcelo, Carol, emocionada, relembrou a trajetória do marido, destacando seu reconhecimento na comunidade por meio do trabalho. Ela ressaltou que a quantidade de pessoas presente no velório e no sepultamento refletia o respeito e o afeto que Marcelo havia conquistado ao longo dos anos. Visivelmente abalada, Carol precisou de apoio de amigos em vários momentos e lamentou a ausência do marido na vida do filho de apenas oito anos, ao mesmo tempo que relatou a dificuldade de comunicar a tragédia ao garoto.

Ela também mencionou a origem familiar de Marcelo na construção civil. Filho de pedreiro, ele aprendeu a profissão com o pai e começava a passar esses ensinamentos ao próprio filho. No momento, ela questiona quem assumirá essa orientação na ausência de Marcelo, diante de seu papel de referência na criação do menino.

Devido à comoção gerada pelo episódio, forças de segurança reforçaram a presença no local do sepultamento. Apesar do movimento intenso, o rito aconteceu sem incidentes ou tumultos. Marcelo foi atingido por disparos durante uma operação policial enquanto seguia com um trabalhador chamado Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, em direção ao trabalho. Testemunhas afirmam que as armas transportadas pelos dois foram confundidas com ferramentas pelos policiais, o que teria motivado os tiros.

O corpo de Edivan será sepultado na sexta-feira (29), às 14h30, também no Cemitério São Miguel.


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