abril 27, 2026
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27/04/2026

Pesquisa aponta liderança de Eduardo Paes, mas alta volatilidade mantém eleição aberta no Rio

A corrida pelo cargo de governador do Rio de Janeiro ainda apresenta um cenário de incerteza, apesar de Eduardo Paes (PSD) manter vantagem de preferência entre os eleitores. Segundo pesquisa realizada pela Quaest em parceria com a Genial, o atual prefeito do município lidera individualmente, mas uma parcela significativa do eleitorado continua indecisa ou aberta a mudanças de voto antes do pleito de outubro.

O levantamento aponta que, em uma simulação de primeiro turno, Paes possui 34% de intenções de voto. Na sequência, aparecem outros nomes com percentuais menores e distribuição fragmentada: Douglas Ruas (PL) com 9%, Anthony Garotinho (Republicanos) com 8%, Wilson Witzel (DC) com 3%. Além disso, 20% dos entrevistados declararam a intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 20% ainda não decidiram seu voto. Os indecisos, os que pretendem votar em branco ou nulo, somam 40% do total, o que demonstra a possibilidade de alterações no cenário conforme a campanha progride.

Mais da metade dos eleitores, 59%, afirmaram que podem mudar sua decisão de voto até o momento das eleições, enquanto apenas 39% possuem uma preferência consolidada. Essa dinâmica reduz a previsibilidade do resultado e reforça a importância de atividades de campanha, debates e alianças para definir o favoritismo.

Adversários de Paes também aparecem de forma dispersa na pesquisa. Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, possui 9%, enquanto Anthony Garotinho registra 8%. Wilson Witzel, ex-governador afastado, aparece com 3%. Tal distribuição reflete uma fragmentação que, no momento, dificulta a consolidação de um adversário com potencial de vitória direto, mas também indica que o quadro pode evoluir considerando futuras movimentações eleitorais.

Cenários alternativos mostrados no levantamento indicam que, em uma segunda configuração, Paes alcança 40%, com Ruas com 10% e Witzel permanecendo com 3%. Ainda há um grupo de indecisos que varia entre 18% e 19%, dependendo do cenário, além de um percentual de votos brancos, nulos ou ausentes que oscila entre 22% e 24%.

No hipotético segundo turno entre Paes e Ruas, o favoritismo do atual prefeito se confirma, com 49% contra 16% do adversário. Entretanto, há um número considerável de eleitores que permanecem sem decisão final.

O contexto político no Rio ajuda a explicar a incógnita no resultado. A renúncia e cassação do ex-governador Cláudio Castro, além da saída do vice Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado, geraram uma situação de instabilidade institucional. Apesar de o nome de Ruas ter sido considerado uma possível liderança de transição, o Supremo Tribunal Federal manteve Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, como governador interino, o que contribui para a complexidade do quadro político.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 21 e 25 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-00613/2026. A análise tem confiança de 95% e foi financiada pelo Banco Genial, ao custo de mais de R$ 200 mil.

Para o eleitorado fluminense, os resultados indicam que a decisão final ainda depende de fatores em movimento, com potencial para alterar o cenário. A escolha do próximo governador promete influenciar áreas essenciais como segurança, saúde, educação e articulação política, além de refletir também na gestão de políticas públicas municipais.


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