maio 12, 2026
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12/05/2026

Pesquisa no Rio de Janeiro avalia impacto de contaminantes emergentes nos ecossistemas aquáticos

Pesquisadores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro estão finalizando uma investigação pioneira sobre os contaminantes invisíveis presentes em corpos d’água do estado. A pesquisa analisa a presença de substâncias químicas, como resíduos de medicamentos, produtos de higiene pessoal e pesticidas, que chegam aos ecossistemas aquáticos principalmente por meio do descarte inadequado de esgoto. Os estudos visam avaliar como esses agentes se acumulam no ambiente e seus efeitos sobre espécies aquáticas, tanto na vida selvagem quanto na aquicultura, e também sobre a cadeia produtiva da pesca e a segurança alimentar local.

O projeto, apoiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, surge de observações feitas por pesquisadores da UNIRIO quanto à crescente quantidade dessas substâncias nos ecossistemas locais. Com o mapeamento dos níveis de contaminação, a equipe busca compreender as possíveis mudanças na biodiversidade e os riscos ao consumo humano. Os resultados preliminares indicam avanços na elaboração de estratégias para monitoramento, controle e preservação ambiental, além do desenvolvimento de soluções sustentáveis. Para isso, estão sendo estudadas tecnologias inovadoras, produtos naturais e microrganismos da biodiversidade brasileira, com o objetivo de reduzir o impacto desses contaminantes.

O estudo segue o conceito de “Saúde Única” (One Health), que integra saúde humana, animal e ambiental, alinhando-se a metas globais de sustentabilidade. Segundo a coordenadora da pesquisa, a bióloga Raquel de Almeida, o levantamento busca fornecer dados que apoiem políticas públicas voltadas à conservação do meio ambiente e à proteção da produção pesqueira. A iniciativa também reforça a importância da ciência para antecipar e minimizar riscos relacionados à deterioração da qualidade da água e à saúde das populações que dependem desses recursos.

Com a conclusão da primeira fase, espera-se que os resultados ofereçam subsídios para ações governamentais e estratégias de preservação, contribuindo para a expansão da Economia Azul, na qual o uso sustentável dos recursos marítimos e costeiros é prioridade. Os contaminantes emergentes representam uma ameaça direta à qualidade da água e às espécies consumidas pela população, além de impacto econômico sobre pescadores e comunidades que dependem da pesca. Assim, a pesquisa visa fomentar o aprimoramento de políticas públicas e estratégias de monitoramento ambiental, visando a preservação da biodiversidade e o uso responsável dos recursos naturais.


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