abril 10, 2026
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10/04/2026

Pesquisadores da UFRJ identificam genes-chave para melhorar produtividade e sustentabilidade das plantas

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão desenvolvendo estudos para identificar genes-chave que regulam o crescimento das plantas, com o objetivo de criar cultivos mais produtivos, resistentes e sustentáveis. A iniciativa busca ajustar o funcionamento vegetal, promovendo maior eficiência no uso de recursos naturais e aumento na produção agrícola.

O trabalho assenta-se na análise de genes reguladores, cuja modificação pode reorganizar as funções de plantas, tornando-as mais eficientes. Segundo a coordenadora da pesquisa, há a identificação de genes presentes em diversas espécies, o que amplia as possibilidades de aplicação em culturas importantes como milho, soja, algodão e cana-de-açúcar. Os estudos incluem testes laboratoriais que avaliam o comportamento das plantas em diferentes condições ambientais, como períodos de seca e presença de bactérias benéficas, que auxiliam na absorção de nutrientes.

Os resultados preliminares indicam melhorias na produtividade, maior aproveitamento da luz solar, eficiência no uso da água e redução na necessidade de fertilizantes químicos. Esses avanços podem contribuir para uma agricultura mais sustentável, com plantas capazes de produzir mais utilizando menos recursos.

Além dos benefícios agrícolas, as plantas alteradas geneticamente apresentam maior eficiência na fotossíntese, capturando mais dióxido de carbono na atmosfera e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O avanço na pesquisa reforça a importância do investimento em ciência e inovação para o desenvolvimento do país, destacando o potencial de impacto global dessas descobertas.

Atualmente, os experimentos estão sendo realizados em ambientes controlados, como casas de vegetação, antes da implementação em campo. A aprovação final depende da avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, responsável pela segurança da liberação de organismos geneticamente modificados no Brasil. A expectativa é que, após essas etapas, as novas variedades estejam disponíveis aos agricultores em cerca de três anos, contribuindo para uma agricultura mais eficiente e sustentável.


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