junho 30, 2026
junho 30, 2026
30/06/2026

Petrobras reduz previsão de aumento no preço do gás natural para 6% em agosto

A Petrobras anunciou uma mudança no método de cálculo do preço do gás natural destinado às distribuidoras, visando reduzir a volatilidade dos valores praticados. A nova fórmula, aprovada na quarta-feira (24) e divulgada nesta terça-feira (30), busca limitar os impactos de oscilações no mercado internacional, ajustando o próximo reajuste previsto para 1º de agosto para uma alta estimada de 6%, em substituição aos 22% previstos inicialmente. A estatal destaca que essa estimativa pode sofrer variações.

O ajustamento ocorrerá a cada trimestre, seguindo o calendário de reajustes estabelecido pelo contrato. O último aumento, ocorrido em 1º de maio, foi de 19,2% em média. A alteração na metodologia de precificação foi implementada por meio de um aditivo voluntário aos contratos de fornecimento, buscando oferecer maior previsibilidade aos clientes e suavizar impactos de altas abruptas nos preços do mercado internacional.

A nova fórmula incorpora bandas de preço, que funcionam como limites superior e inferior, baseadas na variação do barril Brent, referência global do petróleo. Apesar de o Brasil possuir reservas de petróleo, o valor do produto é negociado internacionalmente, sendo as flutuações influenciadas por fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, que afetou a oferta global de petróleo e derivativos ao interromper o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

A Petrobras esclarece que a alteração na estrutura de precificação é voluntária para as distribuidoras e reforça que o custo final ao consumidor também inclui despesas com transporte, impostos e margens comerciais. Para o gás veicular (GNV), há ainda custos adicionais de postos de abastecimento, além da necessidade de aprovação regulatória das tarifas estaduais. Ressalta-se que as mudanças não abrangem o gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de botijão.

Desde o início de 2023, os preços de derivados de petróleo, como gasolina, diesel, óleo e gás, têm experimentado altos devido às perturbações provocadas pelo conflito internacional e pelos bloqueios no Estreito de Ormuz, que reduzem a oferta global desses produtos. Para amenizar o impacto ao consumidor final, o governo adotou medidas de isenção tributária e subsidiou produtores e importadores, buscando reduzir o encarecimento dos combustíveis e derivados.


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