Placas de memória de computadores mais antigos podem conter uma quantidade considerável de metais preciosos, especialmente ouro, presente nos contatos elétricos do componente. Embora muitas pessoas desconheçam esse potencial, esses componentes utilizam metais nobres, cuja presença confere maior durabilidade e confiabilidade às conexões.
O uso do ouro nesses conectores ocorre devido à sua resistência à oxidação, diferentemente do cobre, que é suscetível à corrosão ao longo do tempo. Essa propriedade garante que o sinal elétrico seja transmitido de forma eficiente e estável durante anos de uso. Por isso, fabricantes de módulos de memória, como Kingston e Corsair, aplicam camadas finas do metal nos pontos de contato.
Apesar do volume de ouro em cada módulo ser pequeno, a soma de grandes quantidades presentes em unidades descartadas gera um valor financeiro relevante. Empresas especializadas em reciclagem digital buscam esses componentes em centros de descarte de eletrônicos, aproveitando o metal para a recuperação de recursos.
Para identificar memórias que podem oferecer maior retorno na extração de ouro, é importante observar características físicas das peças mais antigas. Memórias produzidas antes do avanço das tecnologias de nanotecnologia geralmente apresentam contatos metálicos mais grossos e com brilho intenso, além de sinais mínimos de oxidação ou ferrugem. Tecnologias mais antigas, como as usadas em servidores IBM ou componentes manufaturados antes do padrão DDR4, costumam ter um revestimento metálico mais espesso.
A recuperação do ouro de componentes eletrônicos envolve processos químicos que utilizam ácidos fortes, sendo necessária a adoção de rigorosos protocolos de segurança para evitar riscos à saúde e impactos ambientais. O descarte dessas peças deve ser feito em pontos de coleta certificados, que possuem a infraestrutura adequada para a recuperação dos metais, contribuindo para a economia circular e a preservação dos recursos naturais.
Cidadãos que entregam componentes eletrônicos em centros de reciclagem estão participando de uma prática que evita a contaminação do solo por metais pesados e garante que materiais valiosos sejam reaproveitados de forma segura e sustentável.
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