A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta segunda-feira uma operação interestadual para desarticular um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, envolvendo movimentação superior a R$ 136 milhões em menos de dez meses. As investigações indicam que o grupo atuava em parceria com o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.
A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Entorpecentes e Cargas Especiais (Draco), cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em diversas regiões, incluindo a capital fluminense, a Região Metropolitana, os lagos e o estado gaúcho. A operação também bloqueou contas bancárias e apreendeu bens móveis e imóveis de alto padrão ligados aos suspeitos, além de realizar uma prisão em flagrante, inclusive com apreensão de um carro de luxo roubado.
Conforme as apurações, o esquema consistia na abertura irregular de contas empresariais, na obtenção fraudulenta de créditos e na ocultação das origens ilícitas dos recursos. Empresas fictícias, documentos falsificados e “laranjas” eram utilizados para inflar operações financeiras e fraudar instituições bancárias. Investigações apontam ainda que um dos principais operadores movimentou cerca de R$ 136 milhões dentro de um período de menos de dez meses, além de atuar em fraudes relacionadas a seguros, com uso de empresas fantasmas para obter indenizações indevidas.
A federação criminosa teria iniciado suas atividades após denúncias de irregularidades em uma instituição financeira, que detectou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos. Desde então, as investigações revelaram um sistema estruturado para a lavagem de dinheiro, com o uso de empresas de fachada e documentos falsificados.
A atuação do grupo também estaria relacionada a crimes anteriores, com registros de operadores financeiros ligados ao esquema possuindo antecedentes por tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. Investigações indicam que parte dos valores ilícitos poderia estar sendo destinada ao financiamento de atividades criminosas relacionadas ao tráfico de drogas.
As equipes de investigação trabalham na apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, valores e bens de alto valor, com o objetivo de esclarecer toda a rede e identificar possíveis outros envolvidos. O trabalho segue em andamento, com o foco na expansão das ações e na responsabilização dos suspeitos.
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