Nesta sexta-feira, uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu uma central de mineração de criptomoedas no Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade. A instalação funcionava como uma fazenda de mineração clandestina, com cerca de 30 computadores conectados em sequência, operando de maneira contínua em um ambiente equipado com ventilação adequada, exaustores e ligação irregular de energia elétrica.
A atividade de mineração envolve o uso de equipamentos de alta performance, que executam cálculos matemáticos complexos para validar transações de moedas digitais, como Bitcoin e Ethereum. Esse processo é realizado em tempo integral, resultando em alta geração de calor, elevado consumo de energia e necessidade de sistemas de resfriamento eficientes.
Durante a ação policial, foram encontrados diversos componentes, como ventoinhas industriais, exaustores, CPUs organizadas em prateleiras e monitoramento remoto. A operação acontece no contexto de uma investigação mais ampla que tenta determinar se a estrutura está sendo usada para movimentações financeiras ilegais relacionadas ao tráfico de drogas, embora a atividade de mineração seja considerada legal no Brasil, desde que não haja envolvimento em crimes como furto de energia ou lavagem de dinheiro.
No momento da apreensão, ninguém operava na instalação, pois é comum que sistemas de mineração moderna possam ser controlados remotamente via internet. A descoberta ocorreu durante uma fase da Operação Contenção, voltada contra integrantes do Comando Vermelho no Complexo do Lins, abrangendo questões ligadas ao tráfico, roubos, extorsões, lavagem de dinheiro e monitoramento de ações policiais.
A crescente popularidade das criptomoedas e suas tecnologias associadas tem despertado o interesse em diferentes setores, embora muitos ainda tenham pouco conhecimento sobre o funcionamento dessas estruturas. No caso específico, a polícia apontou que a energia utilizada seria proveniente de uma conexão clandestina, o que, se confirmado, reduz significativamente os custos operacionais da instalação. A investigação prossegue para esclarecer o papel exato dessa estrutura na economia criminal da região.
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