A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira uma operação que resultou na prisão de 16 indivíduos suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraude conhecida como golpe do falso advogado. A ação ocorreu em São Paulo e no Distrito Federal, com atividades registradas também em vários estados, incluindo o Rio de Janeiro.
De acordo com as autoridades, o grupo criminoso utilizava informações de processos judiciais para enganar vítimas e solicitar pagamentos indevidos. A investigação apontou que os envolvidos obtinham acesso ilegal a credenciais de advogados, acessando sistemas eletrônicos de processos e extraindo dados confidenciais. Com esses elementos, os criminosos adotavam diferentes estratégias para aplicar os golpes.
O modo de operação envolvia a falsificação de identidade de advogados reais, seguidos de contatos por mensagens ou ligações às vítimas. Os suspeitos alegavam a necessidade de pagamento de taxas judiciais e em alguns casos prometiam a liberação de valores de processos pendentes, criando uma falsa expectativa de resolução favorável.
A estrutura organizacional do grupo, segundo a polícia, era bem planejada, com divisão clara de funções. Um setor se dedicava à obtenção dos dados judiciais de forma ilícita, enquanto outro realizava o contato com as vítimas e coletava os valores pagos. Posteriormente, a organização lavava o dinheiro obtido com as fraudes.
As ações policiais envolveram o cumprimento de 20 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, sendo que até o momento 24 buscas já tinham sido realizadas. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos suspeitos, na tentativa de restringir o fluxo financeiro do esquema.
Os investigados podem responder por crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penalidades podem alcançar até 26 anos de prisão, conforme a legislação brasileira.
A polícia reforça orientações para evitar que pessoas caiam nesse tipo de golpe. Recomenda-se desconfiar de solicitações de pagamento inesperadas, verificar diretamente com advogados responsáveis, não enviar dinheiro sem confirmação prévia e preservar dados pessoais ao trocar mensagens. Antes de qualquer transferência financeira, a orientação oficial é consultar canais oficiais de comunicação.
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