maio 15, 2026
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15/05/2026

Polícia Federal apreende dispositivos de ex-governador Cláudio Castro em investigação sobre lavagem de dinheiro

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal realizou uma operação no apartamento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, localizado na Barra da Tijuca. Durante a ação, foram apreendidos um celular e um tablet. Os policiais permanecem no imóvel há cerca de duas horas e meia, realizando diligências relacionadas à investigação em curso.

De acordo com a defesa do político, a operação aconteceu enquanto Castro estava em casa com a família e foi conduzida por agentes que chegaram por volta das 6h. O procedimento integra a ação conhecida como Operação Sem Refino, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e evasão de divisas em conexão com a Refit, antiga refinaria de Manguinhos.

A investigação também envolve outros indivíduos de destaque, como o empresário Ricardo Magro, controladores e ex-gestores da refinaria, além de ex-secretários e desembargadores. A apuração busca esclarecer se houve participação de funcionários do governo na manutenção das atividades da Refit, apesar de questionamentos fiscais.

Determinada pelo Supremo Tribunal Federal, a operação bloqueou R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados. Além da domiciliar de Castro, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e o Distrito Federal.

A assessoria do ex-governador afirmou que ele foi surpreendido pela ação e ainda não teve acesso ao conteúdo do mandado. Os advogados reforçaram que Castro nega irregularidades e está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos, destacando sua postura de transparência.

Os advogados também defenderam a gestão de Castro, alegando que todas as ações relacionadas à Refit foram conduzidas de forma formal e legal, inclusive no que diz respeito às políticas fiscais do estado. Ainda segundo eles, a administração foi responsável por fazer a refinaria quitar dívidas com o Estado, somando cerca de R$ 1 bilhão, e que essa iniciativa foi a única bem-sucedida nesse sentido durante sua gestão. Ainda de acordo com os defensores, as medidas de parcelamento de dívidas estão atualmente suspensas por decisão judicial.

Por fim, a defesa salientou que a Procuradoria Geral do Estado ingressou com várias ações contra a Refit ao longo do mandato, indicando uma atuação contínua para assegurar o pagamento de débitos pela empresa ao governo estadual.


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