Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal realizou a apreensão de uma grande quantidade de dólares em dinheiro vivo na residência de um auditor fiscal da Receita Federal, em Niterói. A operação, de nome Mare Liberum, investigada há meses, visa apurar um suposto esquema de corrupção relacionado à liberação de cargas na Alfândega do Porto do Rio de Janeiro.
Durante a ação, também foram apreendidos milhões de reais em dinheiro em um imóvel na região da Barra da Tijuca, cujo valor total ainda não foi totalmente contabilizado. Além dessas apreensões, em outro endereço investigado, foram encontradas 54 garrafas de vinho, avaliadas em aproximadamente R$ 700 cada, pertencentes a um despachante envolvido na investigação.
Segundo informações das autoridades, o esquema suspeito inclui facilitação de entrada irregular de mercadorias, recebimento de vantagens indevidas por parte de servidores públicos e atuação coordenada entre envolvidos no sistema aduaneiro. As ações fazem parte de uma investigação coordenada pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, com o objetivo de mapear a participação de cada membro do grupo.
A operação abrange várias cidades do estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, incluindo Niterói, Rio de Janeiro, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória, e envolve o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão. Como medida de investigação, também foram determinados o afastamento de 25 servidores públicos e um bloqueio de bens no valor estimado de R$ 102 milhões.
Até o momento, as autoridades continuam analisando a origem dos valores apreendidos, o funcionamento do esquema e os possíveis prejuízos aos cofres públicos. Nenhuma prisão foi confirmada na fase atual da operação.
A Polícia Federal enfatiza que a investigação permanece em andamento, assegurando o direito de defesa dos envolvidos. As operações representam uma ação significativa no combate a crimes de grande impacto financeiro, especialmente relacionados ao contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro.
A PortosRio destacou que a operação não envolve diretamente suas instalações ou sua equipe, sendo conduzida por órgãos federais no âmbito da fiscalização aduaneira. A empresa reforçou sua colaboração com as autoridades e afirmou que as atividades portuárias continuam normalmente na região do Porto do Rio de Janeiro.
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