A Polícia Federal notificou nesta segunda-feira o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) em uma investigação que apura possível abandono de cargo e conspiração com atores estrangeiros para prejudicar autoridades brasileiras. Ele foi informado da oportunidade de apresentar defesa formal no prazo de 15 dias.
Para aprofundar a apuração, a PF solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o compartilhamento das provas reunidas até o momento no inquérito que envolve o ex-deputado. A investigação centra-se na responsabilidade de Eduardo Bolsonaro enquanto exercia o cargo de escrivão na própria corporação, uma função que ele não desempenhava atualmente.
A Polícia Federal também aponta indícios de que o ex-deputado teria ofendido, ameaçado e exposto servidores do órgão de segurança na mídia, ações supostamente voltadas a intimidar ou constranger os envolvidos na investigação. A investigação também analisa sua permanência nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2025, e as possíveis ações de coação relacionadas ao processo que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, além de outras pessoas, por obstrução de investigações de organização criminosa e tentativa de derrubar o Estado de Direito de forma violenta.
Até o momento, o procedimento está em andamento, e a localização de Eduardo Bolsonaro é uma das linhas de investigação da PF, que acompanha o desdobramento do caso.
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