agosto 13, 2026
agosto 13, 2026
13/08/2026

Polícia investiga professor suspeito de assédio e estupro de adolescentes em academia na Tijuca

A Polícia Civil conduz uma investigação sobre denúncias envolvendo um professor de uma academia na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele é suspeito de assediar e estuprar uma adolescente de 16 anos, além de ser acusado de praticar assédios, ameaças e constrangimentos contra outras alunas da mesma unidade.

As alegações indicam que a jovem foi vítima de comportamentos abusivos por um período de aproximadamente um ano, comportamentos que também seriam atribuídos a um instrutor da academia, que foi igualmente denunciado. Em resposta às denúncias, a responsável pela adolescente ingressou com uma ação de medida protetiva contra ambos na Justiça estadual, sob a supervisão do juiz João Zacharias de Sá, na 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente.

De acordo com a Polícia Civil, o caso está sob investigação sigilosa na 19ª Delegacia de Polícia da Tijuca. Outras vítimas já prestaram depoimentos na mesma unidade policial, optando por não revelar seus nomes. Uma delas relatou que frequentou a academia por cerca de quatro anos e que sofreu assédio sexual constante durante o período, incluindo comentários sobre o corpo e contatos físicos indevidos, chegando a ser pedida em casamento em uma brincadeira do profissional. Outra vítima destacou que passou a perceber comportamentos inadequados após uma viagem ao interior de Santa Catarina, na qual o professor teria solicitado dormir com ela e outras alunas em quarto privado, além de denúncias de que teria passado a mão nas pernas de jovens menores de idade.

Além disso, uma mulher maior de idade também afirmou ter vivenciado episódios de comentários e brincadeiras de conotação sexual, descrevendo episódios em que o professor teria passado a língua em seus seios e, em um incidente mais sério, teria abusado sexualmente dela durante uma viagem de competição, enquanto seus colegas estavam em outro cômodo. Ela relatou ainda que o professor chegou a oferecer uma pílula do dia seguinte após o episódio.

Relatos adicionais indicam que outras ex-alunas perceberam um padrão de comportamento predatório, marcadas por brincadeiras e atitudes que tinham o objetivo de aproveitamento, levando algumas a abandonarem a academia após episódios desconfortáveis. Essas testemunhas reforçam que os episódios de abuso, embora em graus variados, caracterizavam uma conduta recorrente do professor.

A investigação permanece em andamento, com as partes preservadas por medida de sigilo. A defesa do professor nega as acusações veementemente e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos, confiante na imparcialidade do processo.


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