abril 2, 2026
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02/04/2026

Polícia Militar aposentou oficial acusado de matar a esposa, com pagamento de pensão

A Polícia Militar anunciou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, após sua prisão por acusação de ter assassinado a esposa, a policial militar Gisele Santana, com um tiro na cabeça. A decisão foi publicada no Diário Oficial e prevê pagamento integral de sua remuneração como forma de pensão ao oficial aposentado.

Geraldo Neto foi detido em 18 de maio, sob suspeita de ter disparado contra a esposa no apartamento do casal, em São Paulo. A polícia inicialmente investigou o caso como suicídio, mas a análise de contradições no local levou à mudança do entendimento para homicídio qualificado, especulado como feminicídio. O militar mantém a versão de que Gisele teria cometido a própria morte, embora provas periciais tenham apontado o contrário. Laudos divulgados pela Polícia Civil excluíram a hipótese de suicídio, e mensagens apagadas pelo oficial em sua troca de mensagens com a vítima reforçaram as indícios de crime.

As investigações também revelaram que o tenente-coronel tentou eliminar registros de conversas com Gisele, uma estratégia que contraria a versão de que ela rejeitava o divórcio. Informações do relatório policial indicam que mensagens trocadas um dia antes do falecimento mostram Gisele manifestando concordância com o pedido de divórcio, enfatizando sua liberdade para decidir sobre a separação.

O caso ocorreu numa semana em que as autoridades de São Paulo anunciaram a instauração de um conselho deliberativo para avaliar a possibilidade de demissão do militar. A prisão, executada pela Polícia Civil, ocorreu exatamente um mês após a morte da esposa, após a conclusiva análise de laudos e evidências que contrarrem a narrativa inicial do policial. A situação do oficial ainda está sob análise pelas autoridades, que aguardam desdobramentos futuros.


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