Nos primeiros cinco meses do ano, a Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu 316 fuzis, a maior parte deles em regiões controladas por organizações criminosas como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro. Essas duas facções são responsáveis por aproximadamente 90% das armas de alta potência recolhidas no estado.
Essa quantidade de armamento reforça um padrão de atuação que se mantém há anos. No ano passado, a corporação conseguiu retirar de circulação um total de 5.226 armas de fogo, incluindo 811 fuzis, além de apreender quase 95 mil munições, mais de 3 mil carregadores e 377 granadas. Anteriormente, a maior parte dessas armas estava concentrada em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, responsável por 64% dos fuzis interceptados no período, enquanto o Terceiro Comando Puro representou 24%.
Para aprimorar o combate ao crime organizado, as forças de segurança investigam as rotas de tráfico e a logística dessas facções. Os dados revelam ainda que a origem internacional do armamento é uma preocupação evidente. Os Estados Unidos lideram como principal fornecedor, sendo responsáveis por 177 fuzis até maio deste ano. Além disso, há armas fabricadas na Alemanha, Israel, República Tcheca e também no mercado nacional.
O major Maicon Pereira, porta-voz da Polícia Militar, destacou a complexidade do cenário e o risco gerado pelas armas de guerra, que chegam às mãos de criminosos atuantes em comunidades vulneráveis. Ele ressaltou que as operações evitam ameaças às populações locais e à segurança dos agentes policiais. Desde o início do ano, os esforços das forças de segurança resultaram na recuperação de quase 3 mil veículos, além de mais de 3 mil celulares, com a devolução de aproximadamente R$ 20 milhões em cargas apreendidas.
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