maio 23, 2026
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23/05/2026

Polícia prende suspeitos do Comando Vermelho ligados à explosão que feriu 10 estudantes em Belford Roxo

A Polícia Civil efetuou a prisão de três homens suspeitos de ligação com o Comando Vermelho e envolvidos na explosão de uma bomba caseira em uma escola pública na cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O incidente ocorreu na manhã desta sexta-feira e resultou em ferimentos em dez estudantes.

As investigações indicam que os detidos podem ter conexão com o artefato encontrado no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, no dia 8 de agosto. Após ações de inteligência e monitoramento, as autoridades identificaram a atuação da organização criminosa na região. Durante a operação, prenderam um homem que, segundo apuração, liderava o tráfico local e estava no momento inspecionando pontos de venda de drogas na comunidade. Os suspeitos, conhecidos como “Coroa”, “Pedrin” e “Biel”, também foram encontrados com grande quantidade de drogas ilícitas, incluindo maconha, cocaína, crack e loló, prontos para comercialização.

De acordo com a polícia, “Coroa” teria ligação com José Severino da Silva Junior, conhecido como “Soró”, apontado como líder do tráfico na área. As prisões foram realizadas como parte da “Operação Contenção”, uma iniciativa da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), que busca impedir o avanço do Comando Vermelho na região. A instituição também afirmou que as investigações continuam para apurar a participação dos detidos no episódio da explosão.

O ataque no Ciep Lasar Segall, ocorrido no dia 8, deixou dez adolescentes, entre 13 e 15 anos, feridos. As vítimas sofreram lesões variadas, incluindo golpes nos pés, pernas, abdômen e rosto, além de relatos de perda temporária de audição. Segundo a polícia, o artefato era composto por um tubo de PVC contendo areia, pregos, porcas e parafusos. Após a explosão, equipes do Esquadrão Antibomba realizaram varreduras na escola e não localizaram outros explosivos.

Durante as investigações, a polícia descartou qualquer envolvimento de estudantes na entrada do artefato na escola. Os adolescentes foram ouvidos por integrantes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), que concluíram que ninguém tinha participação na entrada do dispositivo. O material suspeito permanece sob análise pericial, enquanto as investigações seguem para identificar a origem do explosivo e aprofundar o envolvimento dos suspeitos presos no caso.


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