Neste início de semana, trabalhadores de supermercados de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, enfrentam longas filas na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio Atacadista e Varejista de Gêneros Alimentícios (SECGAL). A busca é pelo protocolo da carta de oposição à contribuição assistencial, procedimento necessário para aqueles que desejam evitar o desconto mensal autorizado pelo sindicato.
Desde cedo, os funcionários chegam ao local, localizado no bairro Mutondo, na tentativa de registrar a sua oposição. Ainda às 7h30, muitas pessoas aguardavam na fila, que até às 15h ainda apresentava lentidão. Segundo relatos, aproximadamente 800 trabalhadores estavam na fila, enquanto o atendimento realizado até o momento atendia menos de 150 pessoas. A distribuição de senhas ocorre normalmente, mas o tempo de espera é considerado excessivo por quem busca a regularização.
Uma sindicalizada que prefere permanecer anônima afirmou que a fila não avança, enfrentando vento e frio, causando frustração entre os presentes. O objetivo da ação é evitar o desconto contínuo, que ocorre mensalmente com base na autorização do trabalhador. Outro funcionário destacou a dificuldade, apontando que a situação se repete e causa constrangimento.
O prazo para protocolar a carta de oposição termina na próxima sexta-feira (18). Muitos trabalhadores demonstram preocupação por não conseguirem realizar o procedimento a tempo, especialmente devido ao horário de encerramento do sindicato, que costuma fechar mais cedo às sextas-feiras. Para formalizar a oposição, é necessário apresentar um documento escrito de próprio punho e a Carteira de Trabalho atualizada.
Relatos indicam que a aglomeração de pessoas não é isolada, tendo ocorrido também na última sexta-feira (10), com centenas de trabalhadores esperando por horas para atendimento. O sindicato esclareceu que, nesta segunda-feira, foram distribuídas 1.345 senhas, sendo 1.076 para atendimento comum e 269 prioritárias, das 9h às 16h. Até o momento, 1.691 cartas de oposição foram registradas.
De acordo com a entidade, o atendimento é realizado a todos os presentes dentro do horário de funcionamento. Não há limite fixo de senhas, podendo atender a quantidade que chegar até as 16h, e o procedimento continua até que todas as senhas distribuídas sejam atendidas. A equipe do sindicato conta com 12 funcionários, o que, segundo o órgão, contribui para a formação de filas, além da necessidade de realizar verificações detalhadas dos documentos apresentados para evitar erros futuros na emissão das cartas.
O sindicato reforça que a atenção na conferência dos dados é fundamental para garantir a precisão do procedimento e evitar problemas, como descontos indevidos decorrentes de inconsistências na documentação apresentada pelos trabalhadores.
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