A Prefeitura de Limeira reforçou nesta quarta-feira (17) as ações de bloqueio na Ponte do Esqueleto, situada na fronteira entre Limeira e Cordeirópolis, após a morte de uma jovem durante atividade de rope jump no local. A administração municipal anunciou o fechamento de acessos irregulares e a implementação de medidas urgentes para garantir a restrição à entrada na estrutura.
A gestão municipal explicou que qualquer intervenção permanente na ponte depende de autorização e ação do governo federal, responsável pela estrutura, que foi transferida para o patrimônio da União em maio. Além disso, reforçou que foi solicitada assistência federal para o processo de isolamento do espaço, que não é destinado ao acesso público, e que a entrada permanece proibida.
Ações de controle intensificaram-se após o falecimento de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na ocasião de um salto de rope jump no sábado anterior. Segundo fontes oficiais, ela foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros, sem uso de cordas de segurança fornecidas pela empresa que realizava a atividade.
A ponte, localizada na divisa entre as duas cidades, é alvo de debates envolvendo órgãos federal e municipais. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, está avaliando alternativas para impedir novos acessos e minimizar riscos de acidentes. A entidade confirmou que a transferência de propriedade aconteceu neste ano e reforçou que nunca autorizou atividades recreativas no local.
No dia 15, representantes do órgão federal participaram de reuniões com as administrações de Limeira e Cordeirópolis para discutir o futuro da estrutura. As cidades concordaram que a demolição é a solução mais adequada para eliminar os riscos. A prefeita de Cordeirópolis defendeu que a retirada da ponte seja realizada imediatamente.
O prefeito de Limeira afirmou que problemas de segurança no local são antigos e que a estrutura continua atrair visitantes, mesmo após tentativas de impedir o acesso, como a abertura de uma valeta que posteriormente foi desfeita sem conhecimento da prefeitura. No momento, o destino da ponte permanece indefinido, e as autoridades continuam dialogando para definir ações que impeçam novas entradas e acidentes futuros.
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