A Prefeitura de Maricá realizou nesta segunda-feira (29/06) mais uma edição da Festa de São Pedro 2026, promovendo atividades religiosas e culturais em homenagem ao padroeiro dos pescadores. A programação envolveu fiéis de diferentes regiões da cidade, reforçando tradições relacionadas à pesca artesanal, à fé e ao vínculo histórico das comunidades locais com o mar e as lagoas da zona costeira.
O evento teve início com um café da manhã e a Procissão das Águas, na Praça dos Pescadores, localizada na Avenida Alziro Rodrigues de Moura. Simultaneamente, houve uma concentração na Capela de São Pedro, em Ponta Negra, próxima ao canal na Avenida Benjamin Silva, com participação de pescadores e residentes da área. À noite, a celebração continuou com uma missa em Araçatiba.
Segundo o secretário de Pesca, Xandi de Bambuí, a retomada dessas atividades culturais e religiosas reforça a identidade das comunidades pesqueiras de Maricá. Ele destacou que a festa, que possui mais de um século de tradição, mantém viva a relação com a pesca artesanal e a Procissão das Águas. Ainda de acordo com o secretário, o momento também simboliza um fortalecimento das alianças entre associações de pescadores, a Colônia Z-17 e a Igreja, além de estar relacionada às melhorias nas condições de trabalho dos profissionais do setor.
A subsecretária de Assuntos Religiosos, Cidadania e Família, Danieli Alves Machado, ressaltou a importância de preservar a tradição, que reúne fé, devoção e identidade comunitária. Ela afirmou que os fiéis participam de procissões marítimas com barcos decorados, em um gesto de agradecimento e busca por bênçãos para as águas. Para ela, essa celebração representa uma valorização das raízes e um momento de união entre as comunidades pesqueiras.
Moradoras de Zacarias, vinculadas à cultura pesqueira local, participaram da celebração e enfatizaram o significado do santo na proteção dos pescadores. Ana Lúcia da Silva e Edete de Moura relataram que São Pedro sempre foi uma figura fundamental para suas famílias, que tiveram membros que exerceram a pesca por gerações. Ambas destacaram a importância de manter viva a devoção, reforçando que a festa simboliza a fé de quem vive da pesca artesanal.
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