Na segunda-feira, a Prefeitura de Niterói participou de uma reunião de apresentação do Programa Sentinela, uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro que visa implementar o maior projeto de tecnologia aplicada à segurança pública na América Latina. O encontro reuniu representantes das forças de segurança estaduais, o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, o secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto, representando o prefeito Rodrigo Neves, além de representantes de São Gonçalo.
O programa Sentinela prevê a instalação de mais de 200 mil câmeras e dispositivos avançados de monitoramento em todos os municípios fluminenses. Para Niterói, está planejada a instalação de aproximadamente 3.247 câmeras, além de postes e suportes específicos, distribuídos considerando fatores como densidade populacional, volume de veículos e índices criminais. A iniciativa busca fortalecer o monitoramento urbano e garantir maior eficiência na atuação das forças de segurança através do uso intensivo de tecnologia.
Segundo Felipe Peixoto, a cidade já conta com um sistema de monitoramento consolidado e integrado que tem contribuído para a redução dos índices de roubos e furtos. Ele destacou ainda que a ampliação do sistema, com a instalação das novas câmeras, consolidará a atuação conjunta das equipes de segurança e permitirá avanços na melhoria dos indicadores criminais. O secretário reforçou a importância da parceria com o Estado nesse processo.
O delegado Felipe Curi enfatizou que o programa deve facilitar a conexão entre o Estado e os municípios, ampliando a capacidade de investigação policial. Ele ressaltou que a experiência recente em Niterói demonstra os benefícios do monitoramento integrado, e que o Sentinela será fundamental para fortalecer investigações de homicídios, roubos de veículos e cargas. A expectativa é que a ampliação da estrutura e a integração das delegacias especializadas tragam respostas mais rápidas e eficientes ao combate ao crime organizado.
O projeto é estruturado em cinco áreas principais: cidades inteligentes, inovação operacional, privacidade e proteção de dados, conectividade entre sistemas e participação social na governança. Entre os equipamentos previstos estão câmeras fixas, leitores de placas veiculares, bases móveis, balanças digitais para pesagem de caminhões em movimento, scanners de carga e 182 centros de controle, que serão implantados entre prefeituras e órgãos de segurança. A iniciativa prevê a distribuição dos equipamentos em regime de comodato, cabendo aos municípios a instalação, manutenção e conectividade, evitando a sobreposição de estruturas já existentes.
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