A Prefeitura de Niterói tem reforçado suas ações de fiscalização e monitoramento para garantir a preservação de áreas verdes e frear ocupações irregulares na cidade. Nos últimos três anos, o Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes (Gecopav) realizou mais de mil operações de fiscalização, cerca de 700 ações conjuntas e 27 demolições destinadas a interromper construções ilegais em diferentes regiões.
A estratégia do município integra tecnologia, inteligência territorial e cooperação entre órgãos municipais para proteger zonas ambientais e assegurar um crescimento urbano planejado e sustentável. Com o uso de drones, geoprocessamento e monitoramento contínuo de áreas vulneráveis, as autoridades aumentaram sua capacidade de identificar irregularidades, produzir evidências técnicas e agir preventivamente.
Segundo o prefeito Rodrigo Neves, é fundamental que o desenvolvimento de Niterói seja realizado de forma consciente, com respeito ao meio ambiente. O trabalho de integração entre diferentes secretarias visa proteger áreas verdes, garantir a preservação de ecossistemas e melhorar a qualidade de vida da população. O monitoramento técnico e a tecnologia têm permitido ações mais eficazes na prevenção de danos ambientais e urbanísticos.
Desde sua criação em 2016, o Gecopav consolidou-se como um instrumento crucial na fiscalização e proteção de áreas verdes, além de conter avanços ilegais. O grupo reúne equipes de diversas secretarias municipais, atuando de forma coordenada para oferecer respostas rápidas a incidentes e demandas locais. Entre suas atribuições, também estão o apoio a processos judiciais e administrativos derivados de ações em parceria com o Ministério Público.
O trabalho do Gecopav baseia-se em planejamento, inteligência e cooperação. As ações de fiscalização iniciam com análise de denúncias e o estudo técnico do território, passando por vistorias, registros fotográficos e cruzamento de informações georreferenciadas. Essas etapas subsidiam as decisões sobre medidas cabíveis, incluindo demolições, quando necessárias.
Na última fase, o uso de tecnologia tem se mostrado essencial. Os drones, operados pela Divisão de Aeronaves Não Tripuladas (Dant), facilitam o monitoramento de áreas sensíveis, identificam irregularidades e geram provas técnicas que apoiam processos administrativos ou judiciais. Além disso, ferramentas de geoprocessamento ajudam a mapear regiões com maior incidência de infrações, orientando as ações de fiscalização.
Entre 2023 e maio de 2026, mais de 1.000 verificações preliminares foram realizadas, além de quase 700 ações conjuntas. Nesse período, 27 construções ilegais foram demolidas, com aumento progressivo nas operações ao longo dos anos. Em 2023, foram feitas cerca de 291 verificações, enquanto nos anos seguintes, esse número variou, chegando a mais de 250 em 2024 e superando 300 em 2025. De janeiro a maio de 2026, o número de verificações já atingiu 202.
As operações coordenadas também tiveram crescimento. Foram 227 ações em 2023, 66 em 2024 e 292 em 2025. Nos cinco meses iniciais de 2026, já foram registradas 104 operações. As demolições, consideradas a etapa final das ações, tiveram maior intensidade a partir de 2025, com 15 ocorrências nesse ano e outras 12 até maio de 2026.
As ações de fiscalização concentram-se principalmente na Região Oceânica, especialmente nos bairros de Itaipu, Piratininga, Engenho do Mato, Serra Grande e Pendotiba, além de áreas de expansão urbana que demandam atenção constante. Um exemplo recente ocorreu na Lagoa de Piratininga, uma reserva ambiental de destaque, onde uma operação conjunta identificou e retirou resíduos descartados irregularmente às margens da lagoa, na localidade do Tibau, resultando na remoção de dois caminhões de entulho e na elaboração de registro técnico para as providências cabíveis.
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