A Prefeitura do Rio anunciou nesta sexta-feira a abertura do novo GET Audiovisual na Escola Municipal Camilo Castelo Branco, localizada no Jardim Botânico. A iniciativa reflete uma aposta de fortalecimento na educação digital e na formação de habilidades relacionadas ao setor audiovisual.
O espaço, que passou por uma remodelação completa, tem mais de 1.100 metros quadrados dedicados à prática, criação e experimentação. Desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Roberto Marinho, o projeto integra mais de dez ambientes voltados à aprendizagem técnica, incluindo estúdios de gravação, sala de controle, auditório com camarim, sala de edição digital, ateliê de produção e espaços colaborativos do tipo makers.
De acordo com o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, a renovação marca uma nova fase no ensino municipal. Ele destacou que o GET Audiovisual simboliza um avanço na educação carioca, considerando a relevância do município na indústria audiovisual nacional. Ferreirinha também relacionou a iniciativa a uma modernização do modelo de ensino integral na cidade, ressaltando que as novas instalações oferecem recursos que vão desde máquinas de costura até impressoras 3D, ampliando o potencial de inovação pedagógica.
A proposta pedagógica combina tecnologia, criatividade e produção de conteúdo, adotando a metodologia STEAM — que une ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. Os estudantes têm oportunidade de aprender na prática através de atividades de filmagem, programação, prototipagem e desenvolvimento de narrativas autorais, buscando aproximar o conteúdo escolar de experiências concretas do cotidiano.
O objetivo é estimular habilidades como raciocínio lógico, autonomia, criatividade e protagonismo entre os alunos, além de promover maior envolvimento com a escola. A iniciativa também visa potencialmente reduzir a evasão escolar e ampliar o engajamento, ao oferecer uma formação com conexão direta ao mercado de trabalho.
João Alegria, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, afirmou que o projeto foi elaborado em diálogo colaborativo entre as entidades responsáveis, buscando criar um modelo de valor duradouro para os estudantes, tanto durante a escolarização quanto para o futuro. Ele destacou o impacto social da iniciativa, mencionando o emprego das mídias digitais e do audiovisual na construção do conhecimento e reforçando a importância da parceria para transformar a vida de centenas de jovens e suas famílias.
Além do foco na tecnologia, o projeto inclui atividades voltadas à educação ambiental e à investigação científica, incentivando produções relacionadas à sustentabilidade, ao território e à natureza. Essa abordagem busca conectar as discussões atuais sobre cidade, meio ambiente e inovação ao ambiente escolar.
Os estudantes também terão oportunidades de participar de festivais e eventos, como o Festival LED, promovido pela TV Globo e pela Fundação Roberto Marinho, que integra áreas de cinema, teatro e televisão. A iniciativa é parte do esforço da prefeitura para fortalecer o setor audiovisual, cuja importância no Rio de Janeiro é reforçada por dados que indicam que 46% das empresas do segmento no Brasil estão na cidade.
O projeto evidencia uma estratégia de qualificação alinhada às demandas do mercado, consolidando a posição do Rio de Janeiro como polo de formação específica na linguagem audiovisual e competências digitais.
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