A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou o início de testes de novas tecnologias urbanas, resultantes da terceira edição do programa Sandbox.Rio. Entre as soluções selecionadas estão um drone de resgate aquático, uma bicicleta elétrica para coleta de lixo nas lagoas e projetos voltados à melhoria da mobilidade, saúde pública e segurança na cidade.
No evento de apresentação, realizado nesta quinta-feira no Porto Maravalley, o prefeito destacou dez propostas com potencial para impactar o cotidiano dos moradores. O programa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico concede autorizações temporárias para avaliação e eventual regulamentação das ideias.
A iniciativa que conquistou maior destaque foi a BiClean, que desenvolveu uma bicicleta aquática com energia solar, capaz de recolher resíduos e coletar amostras de água. O projeto, que levou dois anos para ser patenteado, pretende realizar testes com quatro unidades no Parque dos Patins, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Os equipamentos podem ser operados por pedaleiros e contam com geração de energia solar.
Outro destaque é a proposta da Aero Labs, que planeja utilizar drones para lançar botes, auxiliando em salvamentos aquáticos. Esses drones poderiam transportar também um salva-vidas para o local de emergência, chegando a velocidades de até 72 km/h. A primeira etapa do projeto deve ocorrer no Recreio dos Bandeirantes.
Na área de segurança, uma startup trabalha com pulseiras de identificação equipadas com QR codes, voltadas ao monitoramento de crianças desaparecidas nas praias. Essas pulseiras, integradas a um aplicativo, permitirão que ambulantes e salvavidas acessem informações essenciais para rápida localização dos menores, em praias do Leme e Leblon. A mesma organização também visa ampliar o projeto de georreferenciamento de comunidades com mapas do Google, facilitando a entrega de correspondências.
Na saúde pública, o programa inclui iniciativas voltadas ao controle de vetores, com uso de motocicletas equipadas com nebulizadores e inteligência artificial para combater doenças como a dengue, além de sistemas refrigerados para transporte de vacinas e medicamentos sensíveis à temperatura, com monitoramento digital em tempo real.
Projetos de mobilidade também fazem parte da lista, como o Eletromobilidade Multimodal, que planeja oferecer pontos de recarga rápida e convencional para veículos elétricos, além de estações de troca de baterias. Já o HRios CoreStation propõe uma estação flutuante autônoma no Canal do Mangue, com capacidade de recolher resíduos e monitorar a qualidade da água usando inteligência artificial.
Outra iniciativa visa ao desenvolvimento econômico, propondo a criação de Áreas de Revitalização Econômica no centro do Rio, nas quais o setor privado complementará ações públicas em segurança, limpeza e urbanismo, a partir de um projeto piloto na Rua São José. Sensorização do mobiliário urbano, com medições em tempo real de qualidade do ar e ruído, também foi selecionada para aprimorar o policiamento ambiental em áreas da Zona Norte e Oeste.
Segundo o secretário de desenvolvimento, o programa passou a priorizar soluções com impacto direto na rotina dos moradores e aumentou o incentivo a iniciativas fora da tradicional Zona Sul. Assim, busca-se ampliar a abrangência e a eficiência das políticas públicas por meio de inovações tecnológicas, já contribuindo para a elaboração de regras que facilitam a circulação de serviços na cidade.
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