No último sábado, durante o Encontro Monárquico Nacional realizado em São Paulo, o atual chefe da Casa Imperial do Brasil, príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, anunciou que não aprova o casamento do sobrinho, Dom Rafael, com Margherita delle Piane, uma cidadã italiana. A decisão implica na possível perda dos direitos sucessórios do príncipe, caso a união seja formalizada, excluindo-o da linha de herança ao trono, embora o Brasil seja uma república desde 1889.
Dom Rafael, de 40 anos, declarou publicamente seu amor por Margherita, de 38 anos, em uma entrevista à revista francesa “Point de Vue”. Apesar do sentimento, a Casa Imperial mantém sua tradição de restrição quanto ao casamento de membros da família com pessoas de origem não-nobre ou alheias à realeza. Como a maioria das monarquias, o Brasil exige que herdeiros se casem com indivíduos de linhagem equivalente como forma de garantir a continuidade da sucessão. Considerando isso, a negativa do chefe da Casa, Dom Bertrand, impede que o relacionamento de Dom Rafael avance para o matrimônio sem consequências hereditárias.
A decisão também altera a disposição da linha sucessória à coroa, colocando a irmã mais nova de Dom Rafael, princesa Dona Maria Gabriela, de 36 anos, na segunda posição, atrás apenas de seu tio, que nunca se casou nem teve filhos. Como a monarquia brasileira não está ativa, essa sucessão é meramente teórica, mas reflete as tradições da Casa Imperial.
A situação de Dom Rafael é semelhante à de sua irmã mais velha, Dona Maria Amélia, que em 2014 renunciou aos direitos dinásticos para se casar com um cidadão britânico sem título de nobreza. Assim, prevê-se que o futuro do príncipe siga um caminho semelhante, dependendo da decisão da Casa Real. Os próximos passos ainda não foram anunciados, mas a questão do casamento permanece em aberto diante da forte tradição de hierarquia da dinastia.
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